<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-32669957</id><updated>2011-07-28T06:02:39.640-07:00</updated><category term='The Mission'/><category term='She Wants Revenge'/><category term='Interpol'/><category term='Leeds Festival'/><category term='Manchester Orchestra'/><category term='música cristã'/><category term='David Letterman'/><category term='Morrissey'/><category term='New Order'/><category term='Starflyer 59'/><category term='Reading Festival'/><category term='mewithoutYou'/><category term='Joy Electric'/><category term='Favorite Gentlemen'/><category term='pós-rock'/><category term='pop'/><category term='Late Show'/><title type='text'>DISCOETERNO</title><subtitle type='html'>música relevante</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://disco-eterno.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32669957/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://disco-eterno.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Filipe Albuquerque</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10668767456506629901</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>31</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32669957.post-9073742004703390412</id><published>2009-04-01T19:51:00.000-07:00</published><updated>2009-04-01T19:57:19.880-07:00</updated><title type='text'>MIDWAY STILL</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_bXqHeYMbwMo/SdQpg-zEJJI/AAAAAAAAAJc/vAY0ndmAMWk/s1600-h/midway+still.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 285px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_bXqHeYMbwMo/SdQpg-zEJJI/AAAAAAAAAJc/vAY0ndmAMWk/s400/midway+still.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5319922706421130386" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(POR RENATO MALIZIA, DO 'the blog that celebrates itself: http://theblogthatcelebratesitself.blogspot.com/)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse mundo da música é muito bacana mesmo, vejam só as coisas como são, tempos atrás lá no Amor Louco o Tadeu postou a coletanea Another Kind of Noise, complição das antigas que foi lançada em vinil creio que só aqui no Brasil, onde dentre outras coisas tinha Spitfire, Silverfish, God Machine e Midway Still, dai os comentários que se seguiram era o fato de o Dial Square, debut dos caras, era absurdamente dificil de achar e tal e eu coloquei lá que tinha e dai o Tadeu pediu para passar para galera, e eu logicamente acabei esquecendo mas por preguiça do que qualquer coisa, mas dai vem a coincidência das coincidências, vai vendo, sexta feira passada lá pelas 22:00 hrs...estou eu no Soul Seek dando aquela fuçada básica procurando o 2º album do Solar Powered People, que por sinal ainda não achei, e dentre as atualizações de busca me depoaro com um tal de "maoc" fui ver os arquivos do cara e logo de cara me liguei que o cara era brasileiro e sua coleção tinha grandes bandas "desconhecidas" meio que parecido com os meus arquivos...dai achei muito muito suspeito e imagine, acho que é ou o Tadeu ou o Miguel, e mandei a mensagem "bela coleção hein, parabens!!!" - dai o sujeito muito educado respondeu; "obrigado, aparece no nosso blog" - eu quase rindo perguntei "qual o endereço" e o cara me solta.....http://amorloucobr.blogspot.com/....eu comecei a gargalhar em casa....e soltei "quem é você Miguel ou Tadeu" o cara falou "Miguel, e você" dai soltei "renato malizia" e logicamente veio a sequencia "porra renato"....e ficamos trocando ideia e tal, e o Miguel me lembrou que a galera estava querendo o Midway Still, e chegamos ao post de agora...como negar um pedido do mestre Miguel?"???!?!?!?!?!impossivel.....&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois é, depois da historinha, um pouco de informação minha pessoal com a banda, meu primeiro contato com o Midway Still, deve ter sido em 1992 data do lançamento do EP Wish, onde eles detonavam tanto a faixa titulo, um petardo a´la Husker Du como uma releitura bacana de You Made me Realise do MBV, pronto cover de MBV em pleno auge do Shoegazer, os caras me ganharam, se bem que nunca foram uma banda de cabeceira para mim mas eu sempre gostei desse trio londrino, o fato é que em meados de 1993/1994 os caras viraram febre nas casas alternativas de sampa graças ao hit Better than Before, um que de Teenage, Dinosaur Jr e Husker Du, com um apelo pop fortissimo, os caras emplacaram clip na MTV, a musica rolava em todas as ditas radios alternativas de sampa e é isso ai, Better than Before é o carro chefe de Dial Square o primerão dos caras bem, mas bem voltado para a linha Lemonheads e Dinosaur e afins, um belo algum que merecia até mais destaque do que teve, depois desse album os caras lançaram alguns singles e um segundo album Life´s too Long que teve uma fraca repercussão comparada com o primeiro, mas que é outro belo album com a mesma pegada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E para presentear meus amigos e companheiros do Blog Brother, segue abaixo links para os dois albuns do Midway e 2 singles dos caras o primeiro I won´t try e Better that Before e a versão de You made me Realise....recomendo treinar o air guitar e mandar ver nos acordes grudentos dessa bela guitar band!!!&lt;br /&gt;http://www.mediafire.com/?w3z1tzqixby - Dial Square&lt;br /&gt;http://www.mediafire.com/?wnljdmty3o0 - EPs&lt;br /&gt;http://www.mediafire.com/?ynkkectmk0z - Life´s too Long&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32669957-9073742004703390412?l=disco-eterno.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='related' href='http://theblogthatcelebratesitself.blogspot.com/2009/03/midway-still.html' title='MIDWAY STILL'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://disco-eterno.blogspot.com/feeds/9073742004703390412/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32669957&amp;postID=9073742004703390412&amp;isPopup=true' title='41 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32669957/posts/default/9073742004703390412'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32669957/posts/default/9073742004703390412'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://disco-eterno.blogspot.com/2009/04/midway-still.html' title='MIDWAY STILL'/><author><name>Filipe Albuquerque</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10668767456506629901</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_bXqHeYMbwMo/SdQpg-zEJJI/AAAAAAAAAJc/vAY0ndmAMWk/s72-c/midway+still.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>41</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32669957.post-3502176913219103636</id><published>2009-04-01T12:13:00.000-07:00</published><updated>2009-04-01T19:31:28.401-07:00</updated><title type='text'>UM CHUTE NAS NÁDEGAS FLÁCIDAS DO HYPE</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_bXqHeYMbwMo/SdQjdEXpKyI/AAAAAAAAAJM/LOPUkM-4M7Q/s1600-h/GLISS_DEVOTION+IMPLOSION.bmp"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 400px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_bXqHeYMbwMo/SdQjdEXpKyI/AAAAAAAAAJM/LOPUkM-4M7Q/s400/GLISS_DEVOTION+IMPLOSION.bmp" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5319916042127485730" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Às vezes pode ser bem chato a procura por nomes novos e relevantes no pop mundial. Com a quantidade assustadora de blogs e veículos digitais loucos para responder pelo próximo hype, é gente demais atrás de alguma coisa que se mexa e faça pose, desde que seja nova. E nesse meio tem gente inflando muita draga que não resiste a dois singles. Felizmente o trio norte-americano Gliss está fora da corrente da mediocridade hypada por motivos errados. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;‘Devotion Implosion’ sai no próximo dia 7 de abril pela Cordless Recordings – mas já está há algumas semanas circulando pela web. O terceiro registro do Gliss revela a carteira de membro da gangue barulhenta de Raveonettes, Black Rebel Motorcycle Club, A Place to Bury Strangers, crias diretas de mestres do ruído guitarreiro, Jesus and Mary Chain, My Bloody Valentine, todos devotos do Velvet Underground. Para quem os distorcedores são elementos fundamentais para a composição. Ou para quem apitos ensurdecedores de microfonia e o ronco de amplificadores no limite da combustão são suficientes para lotar uma van de equipamentos e cair na estrada. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É o que faz o rock valer a pena. E o trio formado por Martin Klingman, Victoria Cecilia e David Reiss parece saber bem disso. Eles arremessam a guitarra na nossa cara já em ‘Morning Light’, a primeira do disco. Impossível não lembrar de ‘Chain Gang of Love’, do Raveonettes. ‘Lovers in the Bathroom’ lança mão do ‘menos é mais’. Economiza nas guitarras mas ainda enfia ruídos entre versos e o refrão, deixando claro que a intenção do trio é maltratar ouvidos despreparados. ‘Sad Eyes’ é o deboche barulhento do Gliss, que decide fazer menção rápida à New Wave festeira do B’52. ‘Love Songs’ embrulha Mazzy Star e Portishead num pacote armado pelos fuzz e tremolos de William Reid.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que bom que ainda há gente a fim de fazer sangrar guitarras e deixar marcas pelo talento, e não pelo topete desgrenhado ou pelo jeans rasgado nos fundilhos. Depois de dividir o palco com Raveonettes, Black Rebel Motorcycle Club e Smashing Pumpkins, a banda sai em excursão pelos Estados Unidos com ingressos valendo, em média, desejados US$ 5 (aprendam, promotores!). Se o mundo fosse justo ‘Devotion Implosion’, ainda que levemente irregular, deveria levar o Gliss às capas das principais revistas de música do globo (e a uns dois ou três concertos pelo Brasil). Graças aos céus a internet tem também o poder de desfazer injustiças.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32669957-3502176913219103636?l=disco-eterno.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://disco-eterno.blogspot.com/feeds/3502176913219103636/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32669957&amp;postID=3502176913219103636&amp;isPopup=true' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32669957/posts/default/3502176913219103636'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32669957/posts/default/3502176913219103636'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://disco-eterno.blogspot.com/2009/04/um-chute-nas-nadegas-flacidas-do-hype.html' title='UM CHUTE NAS NÁDEGAS FLÁCIDAS DO HYPE'/><author><name>Filipe Albuquerque</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10668767456506629901</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_bXqHeYMbwMo/SdQjdEXpKyI/AAAAAAAAAJM/LOPUkM-4M7Q/s72-c/GLISS_DEVOTION+IMPLOSION.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32669957.post-1964491534301475225</id><published>2008-01-28T18:08:00.000-08:00</published><updated>2008-01-28T19:24:23.361-08:00</updated><title type='text'>DISCÍPULO SEM VERGONHA</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_bXqHeYMbwMo/R56cLqTYf3I/AAAAAAAAACk/I_j9XiPnblE/s1600-h/JOHN+DAVIS.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://3.bp.blogspot.com/_bXqHeYMbwMo/R56cLqTYf3I/AAAAAAAAACk/I_j9XiPnblE/s320/JOHN+DAVIS.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5160733947161247602" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Nos anos 90, &lt;a href="http://www.myspace.com/johndavis"&gt;John Davis &lt;/a&gt;foi guitarra e voz do &lt;a href="http://www.superdrag.com"&gt;Superdrag&lt;/a&gt;, banda cultuada por poucos, que tinha os 60 na cabeça e o indie rock nas guitarras. A banda gravou alguns discos e chegou a se tornar uma das promessas que, assim como acontece com freqüência no futebol, não vingou.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de encarar uma barra pra lá de pesada com o problema do alcoolismo, Davis converteu-se ao cristianismo e, livre do vício, tocou a vida adiante. Em 2005, lançou a  coleção de pedradas &lt;em&gt;John Davis&lt;/em&gt;, pela  Rambler Records. O inicio do  trabalho solo mostrou do que o cara é capaz. Completamente entorpecido de Beach Boys fase Pet Sound, construiu riffs poderosos de guitarra, ganchos assustadores, refrões que insistem em não descolar dos ouvidos e pitadas de Big Star, Dinosaur Jr e outros freaks  recentes saudosos do Monterrey Pop Festival. Tudo isso somado a letras que remetem diretamente à atual fase do músico, limpo e seguidor sem vergonha de Jesus – “Thank you Jesus/Abba Father/All Things are possible with you”, canta em   "Too Far Out".  &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Em 2007, Davis lançou &lt;em&gt;Arigato &lt;/em&gt;com a mesma potência sonora de JD. O ano mal começou e ele acaba de postar “To Thessalonica” no Myspace (www.myspace.com/johndavis). Disponível para download – e, ao que parece, gravada ao vivo em estúdio –, a canção confirma o poder pop do guitarrista. Tem o dedo de George Harrison nas cítaras lisérgicas que cortam a música do início ao fim, além da mente criativa de Davis, que constrói melodias e encontra os acordes ideais para transformar a canção em um hit poderoso que infelizmente vai ser ouvido por poucos. O trabalho do músico merece muito mais atenção. ‘To Thessalonica’ faria sentido em qualquer single lançado em 68, mas faz total diferença lançada hoje – ainda que só virtualmente, embora a história corra a favor da distribuição do virtual e, mais do que nunca, pro bem ou pro mal, contra a versão física –, em tempos em que a pose vence o talento, quando qualquer meia dúzia de moleques mal vestidos e de cabelos mal cortados são inflados pelo hype rasteiro com muita gritaria e pouca criatividade – vide Klaxons, Arctic Monkeys e toda a montoeira de gente medíocre cover dos Strokes.  &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Aos que torcem o nariz para músicos convictos da fé que professam, as letras de Davis não se limitam a proselitismos religiosos. E ainda que ele o fizesse, a mão do rapaz para o rock’n’roll – sem o adjetivo reacionário de bom e velho (vade retro) – é forte o suficiente para colocar esse tipo de visão tosca no devido limbo da insignificância. Às viúvas do Superdrag, a banda continua na ativa.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32669957-1964491534301475225?l=disco-eterno.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://disco-eterno.blogspot.com/feeds/1964491534301475225/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32669957&amp;postID=1964491534301475225&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32669957/posts/default/1964491534301475225'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32669957/posts/default/1964491534301475225'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://disco-eterno.blogspot.com/2008/01/discpulo-sem-vergonha.html' title='DISCÍPULO SEM VERGONHA'/><author><name>Filipe Albuquerque</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10668767456506629901</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_bXqHeYMbwMo/R56cLqTYf3I/AAAAAAAAACk/I_j9XiPnblE/s72-c/JOHN+DAVIS.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32669957.post-1708743353778908652</id><published>2007-07-29T18:05:00.000-07:00</published><updated>2007-07-30T15:27:02.000-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='David Letterman'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Favorite Gentlemen'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Late Show'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='pop'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Morrissey'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='mewithoutYou'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Leeds Festival'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Manchester Orchestra'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Reading Festival'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='música cristã'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='The Mission'/><title type='text'>PASSA!</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_bXqHeYMbwMo/Rq08x7iUEUI/AAAAAAAAAA0/Cr7WLJh4u70/s1600-h/MANCHESTER+ORCHESTRA.jpeg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5092793582118768962" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_bXqHeYMbwMo/Rq08x7iUEUI/AAAAAAAAAA0/Cr7WLJh4u70/s320/MANCHESTER+ORCHESTRA.jpeg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;div&gt;A JOVEM MANCHESTER ORCHESTRA DÁ PASSOS LARGOS RUMO À MATURIDADE POP. QUE O TSUNAMI PODRE DO HYPE NÃO OS ENGULA &lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_bXqHeYMbwMo/Rq07CriUETI/AAAAAAAAAAs/m6dlcfb9iUo/s1600-h/MANCHESTER+ORCHESTRA.jpeg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Fiquem atentos: o &lt;a href="http://www.themanchesterorchestra.com/"&gt;Manchester Orchestra &lt;/a&gt;pode se tornar o próximo hype da imprensa metida a entendida do pop atual. Ou não. Até porque as últimas ondas de hypes foram mais tristes que dançar com a irmã. Vide Strokes, White Stripes, The Hives e mais recentemente, Franz Ferdinand, Arctic Monkeys, The Killers e Cansei de Ser Sexy. Assim, oremos pra que a próxima avalanche de frescura da crítica mantenha intacta a nobreza do jovem quinteto de Atlanta, na Georgia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim como o Mute Math, o Manchester Orchestra é mais um nome da cena independente cristã escalada para o mega Reading Festival. A banda toca no dia 24, no Carling Stage. No dia seguinte, sobe ao palco de mesmo nome, só que do também tradicional Leeds Festival. E no dia 6 de setembro, é o convidado musical do Late Show, de David Letterman. Sinal suficiente de que a banda pode estourar a qualquer segundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Andy Hull, Jonathan Corley, Jeremiah Edmond, Chris Freeman e Robert McDowell têm, em média, 19 anos. Mas experiência de gente grande se a agenda de apresentações da banda e a qualidade do som forem levadas em consideração. Liderados por Hull, guitarra e voz, fazem da melancolia escudo pras desilusões do final da adolescência, enquanto mixam The Mission, os conterrânos do REM a contemporâneos como Muse e mewithoutYou (com quem a banda saiu em excursão por cidades dos EUA) em dias de depressão. A voz de Hull fica entre a sutileza e o grito de socorro. "Where Have you Been", faixa do álbum de estréia &lt;em&gt;I'm like a virgin losing a child&lt;/em&gt; (2006, &lt;a href="http://www.favoritegentlemen.com/"&gt;Favorite Gentlemen Records&lt;/a&gt;), evidencia tal postura, explícita no clamor "Deus, onde você esteve", sustentado por avalanches de teclados que lembram ou se misturam a vozes de algum coral angustiado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O bom é que o Manchester Orchestra não fica no caminho fácil do pop triste radiofônico,como fazem colegas como Coldplay e Travis. A experimentação, ainda que às vezes tímida, pula das músicas do grupo, com guitarras em afinação torta em "Wolves at Night", enquanto Hull filosofa em tom de lamento às últimas consequências: "pois um desastre é um desastre, não importa com qual linguagem cristã você trate isso"(...) "Sou como uma virgem perdendo um filho, tão só, tão só". A ardência dos versos lembra um certo rapaz de Manchester, que atende pelo nome de Morrissey.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A banda estreiou com &lt;em&gt;You Brainstorm, I Brainstorm. But Brilliance Needs a Good Editor&lt;/em&gt;, ep de estréia, lançado em 2005 também pela Favorite Gentlemen. Tinha uma pegada mais pro rock do REM do final dos 80. Hoje a levada é outra, e os moleques já apontam nos principais palcos do pop universal. Depois dos festivais britânicos, circulam ainda pelo Reino Unido - Dublin, Londres, Birminghan e, é claro, Manchester. Dá-lhe!&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32669957-1708743353778908652?l=disco-eterno.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://disco-eterno.blogspot.com/feeds/1708743353778908652/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32669957&amp;postID=1708743353778908652&amp;isPopup=true' title='4 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32669957/posts/default/1708743353778908652'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32669957/posts/default/1708743353778908652'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://disco-eterno.blogspot.com/2007/07/passa.html' title='PASSA!'/><author><name>Filipe Albuquerque</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10668767456506629901</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_bXqHeYMbwMo/Rq08x7iUEUI/AAAAAAAAAA0/Cr7WLJh4u70/s72-c/MANCHESTER+ORCHESTRA.jpeg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32669957.post-6627766147273586574</id><published>2007-07-28T23:19:00.000-07:00</published><updated>2007-07-28T23:33:33.227-07:00</updated><title type='text'>A VOLTA DO BOÊMIO</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_bXqHeYMbwMo/RqwzLbiUESI/AAAAAAAAAAk/mKwK5VeMUbw/s1600-h/LN1.jpeg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5092501550112444706" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_bXqHeYMbwMo/RqwzLbiUESI/AAAAAAAAAAk/mKwK5VeMUbw/s320/LN1.jpeg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Tem banda que acaba e, anos ou décadas depois, junta os trapos novamente pra cair na estrada. O octeto LN, de Bellevue, Ohio, formado por &lt;a href="http://www.myspace.com/gemurray"&gt;Gary Murray&lt;/a&gt;, Dalton Brand, Nathal Abel, Rob Zajak, Edgar Sinclair, mais um ponei, um cachorro e uma árvore chamada Redemption, não esperou nem completar um ano do final declarado pra anunciar a volta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Banda liderada pelo soturno Murray, aluno aplicado dos mestres &lt;a href="http://www.leonardcohenimyourman.com/"&gt;Leonard Cohen &lt;/a&gt;e &lt;a href="http://www.nickcaveandthebadseeds.com/"&gt;Nick Cave&lt;/a&gt;, que já caiu na estrada solo, com o disco &lt;em&gt;Revenant Waltz&lt;/em&gt;, pela Velvet Blue Music, voltou para lançar o álbum &lt;em&gt;The Lost Art of Mending Wings&lt;/em&gt;, também pela Velvet. Programado para o inverno deste ano, o disco vai trazer 17 faixas e, ao que indicam as quatro músicas que já estão no myspace da banda, a mesma melancolia de sempre. Ainda bem. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O LN é lúgubre sem ser gótico. É pra noites geladas, daquelas em que o frio parece pronto pra cortar a cara e arrancar fora as orelhas durante uma volta sem rumo pelos lugares mais sórdidos da cidade. "Niagra", uma das canções que farão parte do próximo disco, deve ter sido escrita numa mesa de bar às4h da manhã, com quilos de bituca de cigarro apagadas no cinzeiro e um copo de uisque barato, à espera da mulher que, como todo mundo sabe, nunca vai aparecer. "Não havia mesas para dois no fundo do salão, para você e eu/sem silhuetas, sem danças lentas no escuro", sussurra Murray, enquanto a banda escorre suave pela pista de dança até o ralo mais próximo. &lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;A música que dá nome ao disco pega Murray tentando lembrar de alguma outra noite tão quente quanto aquela. Fatalmente não houve outra; todas as anteriores devem ter sido na casa dos dez graus ou abaixo disso, pelo menos no caminho do LN. As referências aos Bad Seeds de Nick Cave e ao &lt;a href="http://www.mazzystar.nu/"&gt;Mazzy Star &lt;/a&gt;da ainda mais cabisbaixa Hope Sandoval estão por ali, entre timbres boêmios de guitarra, doses perfeitas de feedback e névoas criadas por teclados e efeitos que caem como a neblina das 5 da manhã, hora em que a turma de Murray pede a conta ao mesmo garçom da noite passada e começa a pensar na possibilidade de ir pra casa. The Minotaur é daquelas que toca no carro, no caminho da volta, quando a chuva estala no para-brisa e lembra todo mundo que a manhã seguinte chega com o dedo na cara trazendo um caminhão de porcaria, como aquele emprego insuportável que insiste em se arrastar por anos, que parecem séculos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foram dez registros da banda até agora, todos pela Velvet Blue Music. &lt;em&gt;The&lt;/em&gt; &lt;em&gt;Lost Art of Mending Wings&lt;/em&gt; registra o retorno de uma grande banda, que faz quem gosta de música boa esfregar as mãos e separar um troco pra encomendar o disco que, obviamente, não será lançado no Brasil. Ou que merece deixar o pc ardendo a noite toda enquanto o disco, na íntegra, cai devagar no hd, durante a madrugada, bem a cara do LN.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32669957-6627766147273586574?l=disco-eterno.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://disco-eterno.blogspot.com/feeds/6627766147273586574/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32669957&amp;postID=6627766147273586574&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32669957/posts/default/6627766147273586574'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32669957/posts/default/6627766147273586574'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://disco-eterno.blogspot.com/2007/07/volta-do-bomio.html' title='A VOLTA DO BOÊMIO'/><author><name>Filipe Albuquerque</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10668767456506629901</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_bXqHeYMbwMo/RqwzLbiUESI/AAAAAAAAAAk/mKwK5VeMUbw/s72-c/LN1.jpeg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32669957.post-3395277604828646304</id><published>2007-07-08T22:47:00.000-07:00</published><updated>2007-07-08T23:06:15.801-07:00</updated><title type='text'>TOMA, JEGUE</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_bXqHeYMbwMo/RpHQCwH-H9I/AAAAAAAAAAU/uxaMGwOhLmo/s1600-h/adamfranklin1.jpeg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5085074199974649810" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_bXqHeYMbwMo/RpHQCwH-H9I/AAAAAAAAAAU/uxaMGwOhLmo/s320/adamfranklin1.jpeg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;  &lt;div&gt;VETERANO DO NOISE BOTA OUVIDOS PARA SANGRAR EM CARREIRA-SOLO &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Esse cabra aí é &lt;a href="http://www.adamfranklin.com/"&gt;Adam Franklin&lt;/a&gt;, outrora guitarra e voz do &lt;a href="http://www.swervedriver.com/"&gt;Swervedriver&lt;/a&gt;, grande banda inglesa dos anos 90 que espalhou shoegazice pelo pop independente universal. O grupo surgiu em 1990 e fez parte da seleção de estrelas do finado selo Creation Records, de Allan McGee. Atravessaram a década passada como uma versão mais freak e melodiosa do trio americano Dinosaur Jr. Em comum, fenders jazzmasters fritando amplificadores e referências a filmes B e mustangs cruzando estradas empoeiradas em meio a areias escaldantesde algum deserto norte-americano.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Com a banda, Franklin criou clássicos do noise, como “&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=Ape4wpkons0"&gt;Sandblasted&lt;/a&gt;”, do primeiro álbum, Raise, e “&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=Vyq1bxguwXw"&gt;Duel&lt;/a&gt;”, de Mezcal Head, o segundo dos quatro registros deixados pelo quarteto. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Ótimo que ele não tenha deixado a guitarra de lado. O disco mais recente, Bolts of Melody (&lt;a href="http://www.hispeedsoul.com/"&gt;Hi-Speed Soul Records&lt;/a&gt;), lançado no fim de junho passado – o quarto pós-Swervedriver –mantém a tradição da lisergia pop carregada por Franklin desde 1990. A guitarra-mestra permanece a mesma, ruidosa e eternamente em primeiro plano, coberta por efeitos e frases geniais, como nos tempos do grupo. Mas tem violão poderoso liderando canções como “Song of Solomon”. Space rock como há muito não se via. “Seize the Day” soa como se a banda nunca tivesse acabado, ou voltado para ajudar o moço na carreira-solo. Que bom que, em meio a um mar podre de sem graça de Strokes-Franz Ferdinand-Arcade Fire-Arctic Monkeys e mais um bando de gente chata unidas pela total ausência de talento e a constante pose “arranco minhas calças pela cabeça pra ser um popstar”, ainda há pedra rolando com gente como Adam Franklin. Uhtererê.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32669957-3395277604828646304?l=disco-eterno.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://disco-eterno.blogspot.com/feeds/3395277604828646304/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32669957&amp;postID=3395277604828646304&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32669957/posts/default/3395277604828646304'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32669957/posts/default/3395277604828646304'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://disco-eterno.blogspot.com/2007/07/toma-jegue.html' title='TOMA, JEGUE'/><author><name>Filipe Albuquerque</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10668767456506629901</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_bXqHeYMbwMo/RpHQCwH-H9I/AAAAAAAAAAU/uxaMGwOhLmo/s72-c/adamfranklin1.jpeg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32669957.post-8020698680281642522</id><published>2007-07-01T19:54:00.000-07:00</published><updated>2007-07-01T20:21:57.828-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Interpol'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='She Wants Revenge'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Joy Electric'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Starflyer 59'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='pós-rock'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='música cristã'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='New Order'/><title type='text'>BAND OF BROTHERS</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_bXqHeYMbwMo/RohsQQH-H8I/AAAAAAAAAAM/nklkNWby9Vw/s1600-h/Brosmartin.jpeg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5082431205949710274" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_bXqHeYMbwMo/RohsQQH-H8I/AAAAAAAAAAM/nklkNWby9Vw/s320/Brosmartin.jpeg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2007 tem sido um ano interessante pra quem gosta do subterrâneo da música feita por cristãos, sobretudo nos Estados Unidos. Além de lançamentos interessantes – Brother, Sister, o mais recente do &lt;a href="http://www.myspace.com/mewithoutyou"&gt;mewithoutYou&lt;/a&gt;, os trabalhos dos pós-rockers do &lt;a href="http://www.myspace.com/unwedsailor"&gt;Unwed Sailor &lt;/a&gt;– o início da temporada juntou novamente os irmãos Jason e Ronnie Martin no trabalho “&lt;a href="http://www.myspace.com/brosmartin"&gt;Brothers Martin&lt;/a&gt;” (Tooth and Nail). Apesar de colaborações entre os dois serem frequentes (Ronnie já produziu alguns remixes para faixas do Starflyer 59, de Jason), oficialmente a dupla esteve junta pela última vez com o Dance House Children, na primeira metade dos anos 90.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tanto tempo depois e os irmãos não perderam a mão. Lançado em janeiro, Brothers Martin é uma paulada pop sofisticada, que mixa as referências oitentistas da banda – “Somos grandes fãs do New Order”, avisa Ronnie – ao que ambos produzem em separado com suas bandas respectivas. O resultado é o que antigos fãs do duo aguardavam: grandes canções, pop vigoroso e dançante, linhas inacreditáveis de guitarras, avalanches de sintetizadores e os vocais indefectíveis dos Martin. Distante do gesso que endurece parte do cancioneiro produzido por cristãos aqui e lá fora, o álbum poderia certamente estar entre as intermináveis e por vezes dispensáveis listas de melhores do ano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em fevereiro, entrevistei Ronnie por email (com a entrevista garantida, ofereci à &lt;a href="http://bizz.abril.com.br/home/"&gt;Bizz &lt;/a&gt;uma matéria, com o disco como gancho, sobre a dupla veterana no segmento indie de crente, ainda desconhecida de muita gente metida da entendida do assunto, mas depois de algumas conversas com os editores e de ter chegado próximo de vê-la publicada, a revista descartou e o assunto "ficou caduco"). Segue abaixo a entrevista, traduzida livremente e às pressas. Roots!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Quando e como você e Jason decidiram recriar o trabalho iniciado no início dos anos 90 com a Dance House Children (antes, com Rainbow Rider e Morella’s Forest)?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;A idéia já existia há alguns anos. Tive uma conversa casual com Brandon Ebel (presidente da Tooth and Nail) um dia e a idéia veio à tona novamente, e ele disse que adoraria lançar (um disco). Então, em vez de esquecer novamente, decidi falar com Jason e colocar a coisa pra funcionar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Quanto tempo vocês levaram para compor as músicas do disco?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Todo o projeto levou cerca de um ano, isso porque trabalhamos bem devagar nele, e também porque temos outro projetos. Acho que poderiamos tê-lo concluído em um mês se a gente tivesse se proposto a fazê-lo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Há uma série de referências musicais no disco, como New Order, Soft Cell, Pet Shop Boys e ainda elementos do novo pop, como Interpol, She Wants Revenge etc. A soma de influências foi algo pensado ou surgiu naturalmente nas músicas durante o processo de composição ou gravações?&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Eu disse ao Jason, antes de começarmos, que minha intenção era fazer algo como combinar os sons do Joy Electric e o Starflyer 59, e trazer tudo isso junto com alguns elementos dos anos 80. Ambos somos grandes fãs do New Order, então isso veio à tona na soma das influências.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Vocês pensam em fazer shows com o projeto? Se não, por que?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Não temos planos de fazer shows. Quando não estamos gravando ou em excursão com o Joy Electric ou o SF59, trabalhamos juntos em um negócio da família, então um de nós está sempre em casa pra cuidar disso. Viajar com o Brothers Martins está simplesmente fora de questão. Embora eu não me oponha a um show ocasional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Há milhares de fãs do SF59 e do JE que quase não podiam esperar pelo disco. Para esses fãs, o projeto é como o dream team do pop independente. Como vocês encaram este tipo de reação?&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;É muito bom saber que as pessoas esperam pelo disco que você lançou. Faz todo o trabalho valer a pena.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Algum plano de repetir a parceria no futuro?&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Temos conversado sobre isso, porém não posso me imaginar fazendo outro disco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Desde o início, vocês dois nunca estiveram limitados apenas à cena pop cristã. Como você vê essa cena hoje? Você identifica alguma evolução desde o tempo em que começaram, lá no início dos anos 90, até hoje?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Sim, há uma ausência de uma base central na cena como antigamente porque ela cresceu demais nos últimos dez anos. Falta underground, raízes, como era antes mesmo de a gente começar. As pessoas envelhecem e as coisas se vão com o tempo, o que para mim é muito triste de dizer, mas é inevitável. Sinto falta deste aspecto comunitário do início da cena.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Atualmente, a indústra da música cristã aparenta ter três segmentos: o primeiro, composto por canções de louvor, grupos de louvor e discos de louvor; o segundo, por grupos de todos os gêneros, que usam as canções para a evangelização; e o terceiro formado por bandas que se sentem totalmente livres para falar sobre qualquer tema, incluindo o relacionamento com Deus, nas letras das canções. Você se vê nessa “terceira via” da música cristã contemporânea? Ou você acredita que qualquer tentativa de inserir um novo rótulo no segmento é algo estúpido e desnecessário?&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Creio que estes segmentos existem e é óbvio que a gente está na terceira categoria que você mencionou, mas também sinto que não temos muita companhia nesta terceira via! Existe de tudo para vender discos agora, mas tanto o JE quanto o SF59 sempre tiveram algo a mais. Você tem essas classificações porque as coisas precisar ter clasificações. Simples assim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Você e o Jason são bastante produtivos no cenário musical. Você lança pelo menos um álbum por ano e um EP. Como faz para manter um padrão de qualidade em seus discos?&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Bem, qualidade depende do gosto, claro. A gente apenas tenta não fazer muito alarde sobre isso. Ambos temos nossos próprios estúdios, e escrevemos música de um modo muito natural, então estamos basicamente gravando o tempo todo para entregar um produto acabado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Como faz para encontrar sintetizadores antigos e os equipamentos certos pra manter o teu som com essa atmosfera ‘vintage’?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Não compro muito equipamento. Estou muito feliz com o equipamento que tenho e tento apenas aprender mais sobre eles com o passar do tempo. Se preciso encontrar alguma coisa, vou ao Ebay ou a amigos especializados em encontrar equipamentos antigos. É divertido usar equipamento analógico, mas ultimamente o que mais me interessa é ser produtivo com as ferramentas que tenho à disposição.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32669957-8020698680281642522?l=disco-eterno.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://disco-eterno.blogspot.com/feeds/8020698680281642522/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32669957&amp;postID=8020698680281642522&amp;isPopup=true' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32669957/posts/default/8020698680281642522'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32669957/posts/default/8020698680281642522'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://disco-eterno.blogspot.com/2007/07/band-of-brothers.html' title='BAND OF BROTHERS'/><author><name>Filipe Albuquerque</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10668767456506629901</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_bXqHeYMbwMo/RohsQQH-H8I/AAAAAAAAAAM/nklkNWby9Vw/s72-c/Brosmartin.jpeg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32669957.post-117306833520013216</id><published>2007-03-04T20:03:00.000-08:00</published><updated>2007-03-04T20:18:55.213-08:00</updated><title type='text'>FILHOTE DE JOHNNY MARR</title><content type='html'>Josh Dooley responde pelo &lt;a title="Map" href="http://www.myspace.com/thebandmap" target="_blank" modo="false"&gt;Map&lt;/a&gt;, uma das coisas mais interessantes que o rock cristão independente produziu nos últimos 10 anos. Abaixo, segue entrevista com o líder da banda, que também faz as vezes de segundo guitarrista no Starflyer 59, além de tocar em outras bandas. Dooley respondeu algumas perguntas feitas por mim e por Éber Freitas, do zine The Bells, em entrevista publicada no primeiro número da publicação, e veiculada também no &lt;a href="http://thebellszine.wordpress.com/2007/03/03/entrevista-com-josh-doodley-map-sf59/"&gt;blog&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;JOSH DOOLEY&lt;br /&gt;&lt;a title="Map" href="http://www.myspace.com/thebandmap" target="_blank" modo="false"&gt;Map&lt;/a&gt; é mais uma guitar band da ensolarada Califórnia com influências diversas indo desde The Smiths até Slowdive. Por guitar band não entenda que esta seja uma banda barulhenta, mas que sabe usar a guitarra bem para conduzir as harmonias e melodias cuidadosamente trabalhadas, na maioria das vezes, pela mente principal da banda Josh Dooley. Josh Dooley é uma figura a ser respeitada neste meio. Sendo, também, o atual guitarrista da banda &lt;a href="http://www.sf59.com/" target="_blank" modo="false"&gt;Starflyer 59&lt;/a&gt; de Jason Martin, já trabalhou com diversas outras bandas. Tudo isso você confere nesta entrevista exclusiva que pudemos fazer com o próprio Josh. Enjoy!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Teu som revela referências de coisas dos anos 80. Smiths talvez seja a referência mais forte do som do Map, e isso fica bem evidente nos arranjos vocais. De que modo o pop britânico daquela década mexe com você, ou te faz pensar em prosseguir fazendo música?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Pra mim houve muitas pessoas audaciosas nos anos 80. Creio que The Cure era uma banda muito inovadora assim como Echo &amp; The Bunymen, nenhuma das duas se pareciam com Wham! ou Culture Club e elas escreviam músicas muito boas. Acho que os anos 80 foram tempos bons para o pop. Por mais que você não goste da maneira como eles cantavam ou odeie teclados você tem que admitir que existiram grandes canções.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Jason Martin, do SF59, já disse em entrevistas que os Smiths foram fundamentais na formação musical dele. Pode estar aí uma das razões da força melódica encontrada nos discos do SF59. Você entende que, neste sentido, a influência juntou vocês dois musicalmente?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;De fato, alguns amigos em comum nos influenciaram muito quando estávamos no colégio (em escolas diferentes) porque diziam eles “Wow, você toca guitarra de um jeito que parece com The Smiths. Você deveria conhecer nosso amigo Jason. Ele toca bateria e parece com The Smiths”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Hoje o segmento independente virou hype. A facilidade que a internet proporciona para divulgar bandas e criar cenas tornou tudo muito acessível a qualquer um que esteja conectado à rede, em qualquer canto do mundo. E até o momento, crítica e público só encontram benefícios nesta via democrática, que se tornou a web, para a música pop universal. Tudo isso levou o indie rock a um passo do mainstream. Você vê algum ponto negativo nisso tudo?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Não. Existem maneiras diversas de se encontrar música e eu percebo que os gostos das pessoas está se tornando mais diverso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Você costuma fazer downloads? O que acha do mp3?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Eu adoro baixar musicas as 3 da madrugada usando meu pijama.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O que você tem ouvido atualmente?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Lily Allen, Asobi Seksu, Beck e National Public Radio (que é uma versão americada da radio BBC)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Além do Map e do SF59, está envolvido com outros trabalhos musicais?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Sim, muitos outros. Kat Jones, Fine China, Hank Floyd, Pony Express, Phoenix Coleman, Calico Sunset, Winston and The Telescreen e The Dalloways.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Está satisfeito com o suporte da Velvet Blue Music?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Sim. Eu considero Jeff meu melhor amigo e me orgulho muito das músicas lançadas pela &lt;a href="http://www.velvetbluemusic.com/home.php" target="_blank"&gt;VBM&lt;/a&gt;. E sinto como se eu ajudasse o selo a prosseguir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Já conseguiram rodar todo os Estados Unidos com a banda? Há planos de alguma turnê fora do país?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Eu adoraria ir ao Brasil ou Tókio ou qualquer outro lugar num segundo. Só preciso de um bom agente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Vocês estão trabalhando em algum novo material para um disco cheio agora?&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Eu tenho feito alguns demos devagar para um disco cheio ultimamente e é só isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Com quais produtores o Map trabalhou até agora?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Jason Martin e &lt;a href="http://www.myspace.com/richardswift" target="_blank"&gt;Richard Swift&lt;/a&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32669957-117306833520013216?l=disco-eterno.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://disco-eterno.blogspot.com/feeds/117306833520013216/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32669957&amp;postID=117306833520013216&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32669957/posts/default/117306833520013216'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32669957/posts/default/117306833520013216'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://disco-eterno.blogspot.com/2007/03/filhote-de-johnny-marr.html' title='FILHOTE DE JOHNNY MARR'/><author><name>Filipe Albuquerque</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10668767456506629901</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32669957.post-117030061475922713</id><published>2007-01-31T19:16:00.000-08:00</published><updated>2007-01-31T19:30:14.780-08:00</updated><title type='text'>JESUS AND MARY CHAIN DE VOLTA</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/x/blogger/5423/3442/1600/6115/JAMC6.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/x/blogger/5423/3442/320/273837/JAMC6.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;AGORA VAI! Parece que as peças aí  do lado estão de volta. Foram escalados pra versão 2007 do &lt;a href="http://www.coachella.com/"&gt;Coachella&lt;/a&gt;, festival que acontece já há alguns anos, em abril, no deserto de Indio, na Califórnia. Tocam no dia 27, junto com Sonic Youth, Interpol, Arctic Monkeys, Bjork, Brazilian Girls, DJ Shadow e um punhado de gente elegante. Magavilha. Oremos para que passem pelo Brasil o mais rápido possível. Ou pelo menos por um disco novo. Ou tudo junto a preços de ocasião.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32669957-117030061475922713?l=disco-eterno.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://disco-eterno.blogspot.com/feeds/117030061475922713/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32669957&amp;postID=117030061475922713&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32669957/posts/default/117030061475922713'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32669957/posts/default/117030061475922713'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://disco-eterno.blogspot.com/2007/01/jesus-and-mary-chain-de-volta.html' title='JESUS AND MARY CHAIN DE VOLTA'/><author><name>Filipe Albuquerque</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10668767456506629901</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32669957.post-116932227595171007</id><published>2007-01-20T11:39:00.000-08:00</published><updated>2007-01-20T11:55:36.850-08:00</updated><title type='text'>A FILA ANDA, FILHOTE</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/x/blogger/5423/3442/1600/687478/toothandnail.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/x/blogger/5423/3442/320/245276/toothandnail.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;GRAVADORA BOMPASTOR NEGLIGENCIA DIREITO DE DISTRIBUIÇÃO DOS DISCOS DA TOOTH AND NAIL&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Brandon Ebel é um visionário. Quando no começo dos anos 90 ele decidiu, de dentro do seu quarto, fundar a &lt;a href="http://www.toothandnail.com"&gt;Tooth and Nail &lt;/a&gt;Records, provavelmente não sabia onde estava enfiando o nariz. Consolidou seu sonho durante toda a década passada, e hoje é dono do selo mais importante do rock independente cristão – e graças aos céus, Ebel não é daqueles que pensa que gravadora cristã tem de estar limitada ao gueto cristão. Ele não está fora do segmento independente universal; ao lançar gente como Starflyer 59, Discover America, Joy Electric e mewithoutYou, Ebel já inseriu sua gravadora na tal network universal chamada indie. O trabalho de divulgação dos artistas, apuro no trato gráfico de todo o trabalho – sites e encartes dos discos –, qualidade de produção e a distribuição por todo o planeta via Internet, é de fazer inveja a muito empreendedor metido a executivo globalizado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o que o selo faz de melhor, sua pretensa subsidiária no Brasil – ou quem tem o direito de distribuição no país – ignora completamente. O que faz a &lt;a href="http://www.bompastor.com.br/"&gt;BomPastor&lt;/a&gt;, detentora dos direitos de distribuição da Tooth and Nail, é sintoma de uma postura evangélica fincada numa mentalidade arcaica, burocrática e ignorante. A gravadora brasileira, talvez uma das mais antigas do país no segmento evangélico, se dá ao trabalho de tão somente separar dois ou três artistas da Tooth and Nail, prensar os cds, incluir sua logomarca no encarte e mandar pras prateleiras das lojas ‘gospel’, misturados à penca de cantores cristãos que se imitam perpetuamente. Não há nenhum trabalho focado na distribuição destes álbuns, com foco em públicos variados, potenciais consumidores e admiradores do selo. Numa busca rápida pelo site horrendo da BP, o único disco da TN disponível é o ‘Letters to the President’, do Halk Nelson. Não há a menor informação sobre a banda; apenas o preço, com um singelo desconto de R$ 2.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conheço alguns donos de pequenos selos independentes nacionais que, em contatos feitos com a Tooth and Nail na tentativa de lançar algum artista do selo no Brasil, receberam da gravadora americana a resposta de que os direitos pertencem à BomPastor. Outro amigo, mestre nas artes gráficas e com idéias arejadas (o que falta aos selos cristãos nacionais), ofereceu seu talento à chefia do selo para criar sites conectados com o que a Tooth and Nail dispõe via BP. Não recebeu sequer um gélido ‘não’ como resposta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não contente com a postura ignorante e preguiçosa adotada, a BP se reserva no direito de não responder a emails que perguntam sobre as bandas da TN com as quais pretende trabalhar, tampouco abre para o diálogo com gente a fim de meter a mão na pedra preciosa que é a licença para a distribuição dos discos do selo americano e fazer algo bem estruturado, criativo, com estratégia de divulgação que atinja propósitos outros que não apenas um retorno financeiro pífio – não é possível imaginar que a BP consiga vender mais de três mil cópias de um disco cuja única ação promocional seja uma foto diminuta no site e um descontaço de R$ 2!!! Ok, direito deles, respondem o que quiser a quando quiser.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não está a fim de trabalhar, não quer gastar um tostão pra fazer uma divulgação minimamente decente, à altura dos discos e do trabalho realizado pela ‘matriz’ americana, entrega pra quem sabe, filhote. Porque é difícil imaginar que a BomPastor decida fazer algo agora, depois de todos esses anos sentada em cima dos direitos de distribuição. É fato que a gravadora fez muito pela música cristã no Brasil, mas enterra o que há de mais contemporâneo e criativo feito por cristãos hoje. Deixa o povo trabalhar, beibe.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32669957-116932227595171007?l=disco-eterno.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://disco-eterno.blogspot.com/feeds/116932227595171007/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32669957&amp;postID=116932227595171007&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32669957/posts/default/116932227595171007'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32669957/posts/default/116932227595171007'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://disco-eterno.blogspot.com/2007/01/fila-anda-filhote.html' title='A FILA ANDA, FILHOTE'/><author><name>Filipe Albuquerque</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10668767456506629901</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32669957.post-116882394077868970</id><published>2007-01-14T17:08:00.000-08:00</published><updated>2007-01-14T17:26:12.470-08:00</updated><title type='text'>ESPAÇONAVE</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/x/blogger/5423/3442/1600/757215/ESPACONAVE.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/x/blogger/5423/3442/320/841009/ESPACONAVE.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;MELHORES MOMENTOS DA ENTREVISTA REALIZADA COM A ESPAÇONAVE EM 2006, PARA UMA MATÉRIA SOBRE BANDAS INDEPENDENTES CRISTÃS, VEICULADA PELO PORTAL DA REVISTA ROCKPRESS&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SOBRE O INÍCIO&lt;br /&gt;Começamos no inverno de 2003, com os gêmeos Benjamim e Jeremias no baixo e na bateria respectivamente, Suzana na voz, Felipe e eu nas guitarras elétricas, trocamos de guitarrista duas vezes nesse meio tempo ,e hoje quem é a minha parceira de 6 cordas é a Talita. e Suzana passou a tocar teclado nos shows também que antes só entrava nos cds&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É HARDCORE?&lt;br /&gt;Primeiramente tenho que dizer que não somos uma banda Hardcore ou Punk, nem nunca fomos, algumas pessoas podem associar o Espaçonave ao Hardcore/punk talvez pelo nosso cd/ep ter sido lançado por um selo que antes só tinha lançado bandas desse estilo como o caso do Enciende, Mindfour e Atonement, ou por em algumas resenhas terem nos classificado de pós hardcore, emo e até pós punk, o que não deixa de ser verdade se levarmos em conta que temos influencias dessas vertentes também. Da mesma forma que o HC/punk nasceu de uma contracultura que hoje já não é mais "contra", e é normal ver qualquer um na rua com moicano ou camisa do sex pistols ou em comercias de TV, eu faço um paralelo com o cristianismo, que hoje os seus "representantes" participam das fraudes publicas, são ricos e enganam o povo, enquanto no cristianismo primitivo os apóstolos eram perseguidos, marginalizados, e morriam pelo que acreditavam.&lt;br /&gt;"As vezes, ser punk é não ser punk". ( li isso em algum lugar e concordo plenamente)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SIGNIFICADO DO NOME&lt;br /&gt;Não tem nenhum motivo especial, uma das primeiras musicas que fizemos se chamava espaçonave, eu achei uma palavra bonita pro nome da banda, foi pela plástica da palavra mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PRECONCEITO&lt;br /&gt;Interessante falar nisso, porque li esses dias na internet sobre a warped tour, sobre a banda Underoath (que é cristã) ter deixado a turnê supostamente por culpa de provocações do Fat Mike(Nofx).&lt;br /&gt;Até hoje, não sofremos nenhum tipo de preconceito com relação a isso, nem temos um enfoque religioso na banda, nem é a nossa intenção, não achamos que os cristãos são melhores ou piores ou os certos, os cristãos fizeram genocídios em nome de Deus, Cruzadas... , Hitler não era cristão? Nós acreditamos em Deus, mas não queremos passar uma mensagem religiosa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;LETRAS&lt;br /&gt;Nós falamos do que vivemos, ou tentamos expressar sentimentos pelas imagens que criamos através de algumas letras. Se falamos algo relacionado à devoção como na letra de 'abrigo' ou na letra de 'Bem perto' é porque é algo pessoal não é algo que queremos tipo "mostrar para outras pessoas", são fragmentos das nossas vidas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É BANDA CRISTÃ?&lt;br /&gt;Essa pergunta é meio existencialista ( risos), Não sei, depende do que você considera uma banda cristã.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SOBRE O TAL DO GOSPEL (NoBrasil, a Igreja Renascer em Cristo licenciou a expressão)&lt;br /&gt;Definitivamente NAO fazemos parte dessa cena, tenho até um certo desprezo pelas gravadoras "cristãs" ou gospel nacionais, é muito interessante pras gravadoras de musica gospel manter essa separação porque eles tem o mundinho deles ali cercado, um mercado enorme que só pode comprar o que eles oferecem, e acredita em tudo que eles dizem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;IGREJA&lt;br /&gt;Não costumamos tocar em igrejas,mas não temos preconceitos quanto isso, já tocamos num evento de rock chamado Holy Garage que era realizado no espaço Renascer, mas foram poucas vezes, se for um evento legal e nos convidarem agente toca sem problemas.&lt;br /&gt;Suzana, os gêmeos e eu freqüentamos uma igreja independente chamada Comunidade da Aliança, e Talita freqüenta a Bola de neve.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;EXISTE CENA HARDCORE CRISTÃ?&lt;br /&gt;Complicado falar de cena, existem algumas bandas cristãs muito boas, assim como existem bandas hare krishna, budista... são boas porque fazem musicas boas, o Sudarshana da Argenina é uma banda que eu adoro, e é uma banda hare krishna, segmentar musica por crença religiosa eu acho complicado demais, No metal eu até me arrisco a dizer que há uma cena “gospel”, cristã ou white metal, porque existe um numero grande de bandas com esse enfoque, também existe festivais voltados pra essas bandas, o Metanoia fest, o Zadoque, Enoque fest... Talvez daqui a uns poucos anos o hardcore/punk ou alternativo em geral possa crescer pra esse lado também.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;FÉ X ROCK (?)&lt;br /&gt;Independente da sua fé religiosa, você tem que admitir que AC/DC , KISS, Iron Maiden, Metallica entre outras são das melhores bandas de rock que já existiram, e eram ou são "chegadas no Tinhoso", (risos) talvez por isso digam essas coisas,&lt;br /&gt;Sinceramente, eu não julgo musica e as bandas que eu gosto pela religião delas, nem as outras formas de arte, filmes, livros, pinturas, fotografia,... eu me interesso pela musica pela expressividade, pelo sentimento que ela transmite, gosto muito do AC/DC, acho fantástico os timbres de guitarra, a voz roca ,os riffs, se eles gostam do capeta é problema deles. se você se incomoda com o que eles dizem, é simples, não escute,&lt;br /&gt;Se cristãos, gregos ou mulçumanos sabem ou não fazer Rock... conheço judeus em ótimas bandas, crentes, libertários,...&lt;br /&gt;straight edges... A musica vai alem disso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SOBRE AGENDA DE SHOWS&lt;br /&gt;Agente tenta tocar o máximo possível, esse ano agente tem se apresentado menos que no ano passado, talvez por estarmos gravando e correndo menos atrás de shows, nós mesmos que marcamos os shows e às vezes organizamos alguns aqui em Niterói convidando as bandas que agentes gosta pra tocar com agente. Não tem segredo, agente tenta fazer a nossa musica chegar no maior numero de ouvidos e arregaça as mangas na hora que as coisas ficam meio paradas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;REFERÊNCIA&lt;br /&gt;Eu não consigo notar nada de hardcore, mas tem gente que diz né... musicalmente acho mais pro indie ’90 , atualmente temos colocado bastante teclados o que remete um pouco ao pop ’80 , power pop talvez seja uma boa expressão pra descrever. Sobre o Velour100, nós conhecemos num vhs da tooth and nail (gravadora americana que já lançou muita coisa legal) e que tinha um clipe deles, ficamos encantados com aquelas guitarras tão sujas contrastando com a voz singela da vocalista, agente começou querendo ser igual a eles. Das influencias, a listinha é grande, Sunny day real estate, Eisley, Brandtson, Weezer, Pato Fu, Cranberries, Valv, Bidê ou Balde, Wonkavision, Hateen, The juliana theory, the gloria record, poderia escrever umas 10 linhas com nomes de bandas que gostamos, eu vou tentar não ser injusto e falar um pouquinho do gosto de cada integrante, Suzana gosta mais de pop tipo Sixpence none the richer, Os gêmeos gostam mais de Punk Rock, Talita gosta de placebo, eu gosto de Nirvana e the Cure.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32669957-116882394077868970?l=disco-eterno.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://disco-eterno.blogspot.com/feeds/116882394077868970/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32669957&amp;postID=116882394077868970&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32669957/posts/default/116882394077868970'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32669957/posts/default/116882394077868970'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://disco-eterno.blogspot.com/2007/01/espaonave.html' title='ESPAÇONAVE'/><author><name>Filipe Albuquerque</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10668767456506629901</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32669957.post-116526987336877737</id><published>2006-12-04T13:47:00.000-08:00</published><updated>2006-12-04T14:09:36.913-08:00</updated><title type='text'>JEFF CLOUD</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/x/blogger/5423/3442/1600/361589/jeffcloud.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 338px; CURSOR: hand; HEIGHT: 95px; TEXT-ALIGN: center" height="131" alt="" src="http://photos1.blogger.com/x/blogger/5423/3442/320/970457/jeffcloud.jpg" width="465" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; ENTREVISTA POSTADA NA HOME DO &lt;a href="http://www.velvetbluemusic.com"&gt;VELVET BLUE MUSIC &lt;/a&gt;NO MÊS DE NOVEMBRO. Dentre outros temas, Cloud fala sobre amigos do segmento pop rock independente americano, a música na era digital e faz uma análise bem interessante sobre o segmento musical cristão nos EUA. A tradução é quase porca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se você não está familiarizado com o meu tema, Jeff Cloud, deixe-me apresentá-lo. Jeff Cloud, ou apenas Cloud, como é frequentemente chamado, é o fundador e proprietário do selo Velvet Blue Music. Ele tocou em diversas bandas, como Starflyer 59, Joy Electric, Pony Express e The Party People. Ele atua como produtor executivo em um sem número de discos. Ocasionalmente, escreve artigos e resenhas para revistas. É um fotógrafo fantástico, ainda que não admita. É um homem preenchido por um espírito de aventura. Ele parece ser querido por todos, e seu carisma é indescritível. Ele é o tema desta entrevista, realizada entre os dias 28 e 29 de outubro de 2006, por email e telefone.&lt;br /&gt;Por Steve Ketzler.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Velvet Blue Music completa agora 10 anos na cena. Objetivos e visões do selo foram alterados desde que você começou?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Rapaz, a primeira questão já é profunda! Meu objetivo de lançar música nova e inovadora nunca mudou. As coisas mudam bastanta ao longo de 10 anos, então tenho certeza que minhas visões mudaram de ano para ano. Acima de tudo, acho que continuo fazendo o que me propuz a fazer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Quando você começou o selo, você demonstrava estar mais conectado ou focado na música cristã. Continua com o mesmo foco agora?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Sim e não. Quando comecei, tinha a idéia de que eu poderia mudar o um tanto quando velho e cozido mercado cristão. Foi depois de anos de trabalho nisso que entendi que (o mercado cristão) era um clube que não procurava por novos membros. A maioria das bandas com quem trabalho é cristã, embora eu não tenha real interesse no mercado cristão atualmente. Quero que os discos da VBM sejam ouvidos pelo mérito artístico. Você sabe o que quero dizer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O que você quer dizer com ‘um club que não quer membros novos’?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Quero dizer que é uma maquina bem azeitada que faz muito dinheiro pra muita gente. A legitimidade dos artistas ou da música não é tão importante quanto a fé envolvida, e isso faz dinheiro. As pessoas que fazer muito dinheiro não querem quaisquer melhorias ou qualquer coisa que possibilitaria uma virada na questão financeira. Não quero ser visto como um cara anti-música cristã, tenho de concluir que a fé de cada um não tem absolutamente nada a ver com o que se faz com progressões de acordes escolhidas. Apenas em algumas raras ocasioes penso que a religião e o rock têm alguma coisa a ver um com o outro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Na página inicial do seu site há uma colagem com todas as capas dos lançamentos da VBM. Te parecem muitos lançamentos quando você olha para aquilo?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Um fã do selo fez aquilo pra mim, e foi uma espécie de choque ver aquilo. Me parece muitos lançamentos ao olhar de uma só vez. Cada uma das capas é uma fotografia da minha vida. Posso ver cada capa e lembram com quem trabalhei, quais sonhos estavam envolvidos naquilo, o que eu estava fazendo etc.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Quais são seus lançamentos favoritos?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;É sempre muito difícil. Das coisas antigas, sempre gostei do “Don’t Look Down”, do Jetenderpaul, “Novel”, do LN, os dois eps do Fine China, o 12” “Everyone Makes Mistakes”, do Starflyer 59. Não sei, quero dizer, gosto muito de todos os lançamentos do Map, todos do LN. Estou ansioso com o novo álbum do Calico Sunset.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Quais os próximos lançamentos da Velvet Blue?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;O novo do Kissing Cousings, Silver Cities, Gary Murray, Calico Sunset, Broadway Hush, Map. Ainda estou trabalhado duro nos últimos lançamentos também, Other Desert Cities, Map, Kissing Cousins.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Como você vê a situação da música agora?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Hm, até onde vai a música atual, acho que está melhor do que nos últimos anos. A indústria da música atual, acho que está num patamar estranho. Toda essa questão do online, download, ‘cd burning’, myspace, tem tornado tudo estranho. Para quem curte música é genial. Você poderia ouvir música pro resto da sua vida sem gastar um centavo. Para selos independentes como o meu, isso provavelmente vai ser o prego no meu caixão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Você é contra essa revolução digital?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Não quero dizer contra. Acho apenas que isso torna a maioria das pessoas preguiçosas. Quando era mais jovem, costumava ler sobre as bandas primeiro, depois esperaria pelo single ou ep para depois tirar minhas conclusões, então eu pagava US$10 ou US$12 (preço de importado) por três ou quatro músicas. Havia algum comprometimeto, algum risco. Hoje, as pessoas ouvem 30 segundos de um disco todo e podem decidir deixa-lo de lado. Ou pensam por que comprar o disco se é possível escutar quatro de 10 músicas das bandas no myspace.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Você sente que com tanta música facilmente disponível, os discos não estão sendo ouvidos mais atentamente?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Gostaria de pensar que isso não é verdade, mas provavelmente é. Quero dizer, sou um cara que lança vinil, enquanto o vizinho reclamando que levou 45 segundos para baixar um disco inteiro em seu relógio de pulso. Acho que os fãs verdadeiros de música ainda apreciam o disco todo, a música, as letras, o encarte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Você ouve muita música além dos lançamentos da VBM?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Sim, especialmente nos últimos seis meses ou mais. Por um perído estava apenas lançando música. Nada novo parecia chamar minha atençã. Então decidi ouvir discos que já tinha, que eu sabia que havia gostado. O estranho é que passei a gostar deles ainda mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Pode dar alguns exemplos?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Estou ouvindo The Smiths, Echo and the Bunnymen, Sun Kil Moon, Aimee Mann, Jimmy Buffet, LN, Indian Bingo, Richard Swift, Jeff Buckley. Só coisas que não são novas, mas são muito boas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Acho que a maioria das pessoas tem curiosidade em saber sobre os seus amigos. Tudo bem se te perguntar sobre alguns deles?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Sem problema. Talvez eu tenha algo constrangedor para contar sobre eles. Brincadeira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Richard Swift?&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Rapaz, eu amo Swift. Você seria duramente pressionado para conhecer alguém mais legal e genuíno. Você poderia tocar, ver um filme, ou cavar um buraco, qualquer coisa com Swift pode ser divertido. Sem mencionar que ele é um ‘entertainer’ no real sentido da palavra. Ele é o salvador da música pop atual.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Jason Martin?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Infelizmente quase nunca vejo Jason. É também um grande cara. Divertido, pés no chão e humilde.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Você não vê Jason Martin tanto quanto durante o tempo em que tocou no Starflyer 59?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Sim, quando eu estava na banda, estávamos juntos o tempo todo. Estive na banda por sete anos ou algo assim. É mais tempo do que muita gente permanece casada!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Se você não se importa, porque parou de tocar no Starflyer?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Jason e eu tinhamos idéias diferentes para a banda. Ultimamente, é a banda dele, então a última palavra era sempre dele. Sem grandes problemas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Idéias direfentes musicalmente?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Não, Jason sempre ecreveu músicas excelentes. Basicamente eu queria expandir as coisas e fazer shows, e ele não. Ele sempre teve um emprego verdadeiro, então o dinheiro das turnês não era importante pra ele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Ronnie Martin?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;É sempre divertido estar com ele. Um cara totalmente pés no chão. Joy Electric é uma banda incrível, brutalmente subestimada. Algum dia suas músicas estarão em comerciais da Volkswagen e ele deverá se tornar um cara rico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Frank Lenz?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Estando envolvido nessa indústria, você conhece muita gente. Você tem tantos amigos, mas em alguns períodos você pensa se as pessoas são realmente seus ‘amigos’ ou se são amigos fora das circunstâncias que o cercam ou em necessidade. Você sabe, as pessoas correm quando os problemas chegam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;David Bazan?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Ele não é um amigo super próximo e eu não o vejo há um bom tempo, mas gostaria (de vê-lo). Ele é o tipo do cara que você pode tê-lo conhecido há quatro dias, mas parece que você o conhece há quatro anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Pergunto porque vi você sair em sua defesa em algumas mensagens e porque você fez cover de Options.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Dave é um grande cara e não merece todas as mensagens ofendendo-o. Ele é um cara sincero com grandes pensamentos e grandes idéias. Não sei mais o que dizer. Fiz a cover de Options porque adoro a música e achei que ele vibraria ouvindo a gente tocar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Josh Dooley?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Adoro o cara. Ele tem idéias sem limites. Você pode ter bons momentos com ele fazendo absolutamente nada. Ele joga muito video game. Sem mencionar que ele escreve algumas das frases de guitarras mais geniais da terra. Espero que alguma música do Map acabe em um comercial da Volkswagen também, então ele e eu poderíamos ficar ricos. Deveria mencionar que eu adoro vencer o irmão dele no tênis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Obrigado. Não achei que gastaria tanto tempo nisso. O que você gosta de fazer quando não está no trabalho?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Ficar com minha esposa, caminhar, navegar de barco, andar de moto, filmes, sei lá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Tem visto algum filme bom atualmente?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Camp Hollywood. Documentário incrível em um hotel em Hollywood onde aspirantes a ator e músicos vivem. Bem deprimente mas bem interessante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Ouvi que você tem uma nova obsessão com barcos. Você tem algum?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Não chamaria de obsessão, e não é nova. Tenho um barco e é bem divertido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Onde você navega?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Bem, moro na praia, então basicamente toda a costa está à disposição. Há uma ilha pequena chamada Catalina, mais ou menos uma hora da costa, então vou até lá uando posso. O mar é maravilhoso, é uma verdadeira aventura, sabe?. É tão vasto, é uma loucura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Você sente falta de estar em turnê ou você se sente feliz por estar em casa?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Sou feliz por estar em casa, mas sinto falta de estar em excursão. É como férias que você é pago para ir. Você está com seus amigos, vê gente e lugares novos, e a coisa mais difícil que você precisa fazer é estar no palgo e tocar por 45 minutos, e você é pago por isso! Qualquer banda que consegue fazer uma turnê e conseguir um dinheiro pode ser considerar abençoada. A vida pode não ser tão fácil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Nunca havia pensado dessa maneira. Você sempre ouve quão cansativa e emocionalmente estressante uma turnê pode ser.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Como pode ser cansativo se você tem o dia inteiro pra dormir e apenas uma hora de trabalho? Às vezes é um pouco estressante estar com as mesmas pessoas todo dia, cada minuto por duas semanas, mas não se você é mais ou menos normal, ou alguém sociável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Está trabalhando em algo novo do Pony Express?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Tenho um grupo de músicas novas, preciso apenas encontrar tempo pra gravá-las.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O que fez você decidir por lançar Odd Balls?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Eram apenas algumas músicas da Pony que as pessoas não tiveram mais acesso, ou não facilmente. Então achei que seria legal colocá-las em um cd.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O layout do cd é sensacional. Adoro as cores e as fotos. Pode falar sobre as fotos?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Obrigado. Também gostei muito da arte do cd. A capa e as fotos da cotra capa que eu bati. Estava tentando fazer um tipo de capa parecida com as da &lt;a href="http://www.vervemusicgroup.com"&gt;Verve &lt;/a&gt;(selo tradicional de jazz), mas tudo ficava sempre estranho e tudo ficava detonado. Então tirei fotos aleatórias e elas ficaram interessantes. As fotos internas foram tiradas por mim e pelo Swift. São de um hotel onde ficamos, ou deveria dizer que eu ainda não saí de lá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Onde fica esse hotel?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Cara, é uma longa história. Levaria o ano inteiro de 2007 pra terminar de contar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O que você quer realizar no próximo ano?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Quero vender discos suficientes para permanecer no mercado, ver as bandas da VBM bem sucedidas e ser feliz. Não é pedir muito, certo?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32669957-116526987336877737?l=disco-eterno.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://disco-eterno.blogspot.com/feeds/116526987336877737/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32669957&amp;postID=116526987336877737&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32669957/posts/default/116526987336877737'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32669957/posts/default/116526987336877737'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://disco-eterno.blogspot.com/2006/12/jeff-cloud.html' title='JEFF CLOUD'/><author><name>Filipe Albuquerque</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10668767456506629901</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32669957.post-116338059381930994</id><published>2006-11-12T17:10:00.000-08:00</published><updated>2006-11-12T17:16:33.833-08:00</updated><title type='text'>MONDO</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/5423/3442/1600/mondo.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/5423/3442/320/mondo.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Casa das Pipettes, dos Loveninjas e de outras insanidades do rock independente atual. O logo acima é suficiente. O melhor já visto em dúzias de anos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32669957-116338059381930994?l=disco-eterno.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://disco-eterno.blogspot.com/feeds/116338059381930994/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32669957&amp;postID=116338059381930994&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32669957/posts/default/116338059381930994'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32669957/posts/default/116338059381930994'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://disco-eterno.blogspot.com/2006/11/mondo.html' title='MONDO'/><author><name>Filipe Albuquerque</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10668767456506629901</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32669957.post-116114463095273105</id><published>2006-10-17T20:59:00.000-07:00</published><updated>2006-10-17T21:13:00.450-07:00</updated><title type='text'>SURRA DE STARFLYER 59</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/5423/3442/1600/sfnova.0.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/5423/3442/320/sfnova.0.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;div align="left"&gt;Damon é um americado de 32 anos que anda seguindo o Starflyer 59 por tudo quanto é canto nos EUA. A loucura do rapaz fez com que ele registrasse uma série de concertos da banda em vídeo e, graças a seu espírito altruista, boa parte do material foi parar no You Tube, essa beleza que já vale hoje por volta dos US$4 bilhões. O rapaz criou um &lt;a href="http://www.youtube.com/groups_videos?name=starflyer59"&gt;grupo &lt;/a&gt;só para divulgar os vídeos do SF59. São 17 ao todo, e se você pedir com jeito ele até manda pelo correio um dvd com os vídeos. Nem todos apresentam boa qualidade de áudio e vídeo, mas o registro é sensacional de qualquer maneira. Destaque para apresentação da banda em 98, na Flórida, com direito a faixa atrás do palco com foto do Billy Graham. Capta a turma do Jason Martin (Jeff Cloud no baixo e J.Ezquibel na bateria) ensurdecendo indie kids com pedradas como Blue Collar Love, A Housewife Love Song, Hazel Would, The Voyager, I Drive a Lot... Tudo pra estourar os falantes do pc. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32669957-116114463095273105?l=disco-eterno.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://disco-eterno.blogspot.com/feeds/116114463095273105/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32669957&amp;postID=116114463095273105&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32669957/posts/default/116114463095273105'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32669957/posts/default/116114463095273105'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://disco-eterno.blogspot.com/2006/10/surra-de-starflyer-59.html' title='SURRA DE STARFLYER 59'/><author><name>Filipe Albuquerque</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10668767456506629901</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32669957.post-115976123191920956</id><published>2006-10-01T20:45:00.000-07:00</published><updated>2006-10-01T20:58:55.036-07:00</updated><title type='text'>ALTOBAHN FALL EDITION</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/5423/3442/1600/numero1.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/5423/3442/320/numero1.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; Tem passagem marcada para esta semana para Cincinatti, Ohio? Então aproveita para dar uma conferida na próxima edição do festival eletrônico &lt;a href="http://www.autobahnfestival.com"&gt;Autobahn Fall Edition&lt;/a&gt;, sábado, dia 7, no the Underground 1140, smiley ave., Cincinnati, Ch. Este ano, o evento tem Joy Electric, Anaphylaxis, Norway, Goodinight Star, 20GOTO10, Travelogue, The Echoing Green, só a fina flor da música eletrônica feita por cristãos. Ao todo, são 14 bandas “sem bateristas”, como anuncia o flyer do festival.&lt;br /&gt;Parte dos escalados vem da &lt;a href="http://www.plastiqmusiq.com/content/pages/friends.php"&gt;Plastiq Musiq&lt;/a&gt;, selo dirigido por Ronnie Martin (Joy Electric), que também responde pela organização do agito. Uma pena que ainda tem muita gente que não apenas acredita mas lambe as botas do hype, o que torna impossível ver alguns dos nomes acima em Motomix, Sonar, Tim Festival e qualquer outro evento brasileiro que reúna nomes do eletrônico/synthpop. Até agora não apareceu crente a fim de trazer coisa nova pra cá; salvo raras exceções (entre elas as recentes passagens de Delirious? e Hillsong, o que também não é nada tão inovador), a visão tacanha dos cristãos que organizam festivais só tem olhos pra mesma meia dúzia de nomes. E a tacanhice se espalha pelo circuito de festivais de música eletrônica/alternativa, que evitam ou desconhecem nomes do cenário independente cristão que não caminham pela via do proselitismo religioso. Se bem que, pensando melhor, a obrigação de apresentar estas coisas aqui no Brasil deveria ser dos cristãos, por motivos óbvios. Mas ao que tudo indica, o futuro ainda reserva mais concertos esvaziados do Petra, Bride, algum ex-DC Talk, Stryper...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32669957-115976123191920956?l=disco-eterno.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://disco-eterno.blogspot.com/feeds/115976123191920956/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32669957&amp;postID=115976123191920956&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32669957/posts/default/115976123191920956'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32669957/posts/default/115976123191920956'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://disco-eterno.blogspot.com/2006/10/altobahn-fall-edition.html' title='ALTOBAHN FALL EDITION'/><author><name>Filipe Albuquerque</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10668767456506629901</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32669957.post-115912349998901187</id><published>2006-09-24T11:34:00.000-07:00</published><updated>2006-09-24T12:35:01.966-07:00</updated><title type='text'>BARBAS DE MOLHO</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/5423/3442/1600/mewithoutyou.4.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/5423/3442/320/mewithoutyou.4.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Com ‘Brother, Sister’, mewithoutYou se liberta de vez do gênero hardcore pop para adolescente; agora vai!&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Confesso que nunca fui com a cara do quinteto americano &lt;a href="http://www.myspace.com/mewithoutyou"&gt;mewithoutYou&lt;/a&gt; (apenas com o y maiúsculo). O primeiro disco dava mostras de que a banda era mais uma das milhares de filhotas gritalhonas e abestalhadas do Jimmy Eat World que prestava reverência ao tal do post hardcore. Mas 'Brother, Sister', terceiro disco lançado agora pela banda, via &lt;a href="http://www.toothandnail.com"&gt;Tooth and Nail Records&lt;/a&gt;, mostra que eles são mais do que a típica banda de adolescentes fanfarrões americanos. Com o disco, o som do mwY ganha em potência sonora e riqueza criativa, e se desprende de vez da fase hardcore para menores de 18 anos.&lt;br /&gt;O respiro da banda, que em 2004 deixou de ser apenas mais um nome do post hardcore yankee – ‘Catch for us the Foxes’, segundo disco, lançado naquele ano também pela T&amp;N – para seguir rumo ao olimpo das promessas do rock universal, fez o quinteto faturar em 2005 o “Left Field Award”, dentro do MTVU Woodie Awards, premiação anual da matriz americana. A banda venceu a categoria que celebra o artista ou grupo mais original da temporada, deixando para trás o inflado Arcade Fire, Saul Williams e o rabino do reggae, Matisyahu.&lt;br /&gt;Foi só depois de ‘Brother, Sister’ que percebi que ‘Catch for us the Foxes’ já trazia a nova cara do grupo. Mas com o lançamento atual, eles passam a fazer parte da lista seleta de bandas que precisam ser ouvidas o quanto antes. O hardcore 'tenho-16-anos-rasguei-minhas-calças' deu lugar a uma pegada mais arejada e contemporânea, sem espaços para muitas classificações engessadas, mas com doses concisas do rock independente americano da geração Pixies/Pavement/ para cima. Falando em Pixies, a voz de Aaron Weiss lembra muito a de Frank Black/Black Francis, capitão do quarteto de Boston. E mesmo as guitarras, que antes seguiam a reza das bandas americanas de hardcore, hoje ardem ruidosamente entre efeitos diversos e brisas de feedback, lembrando a mão poderosa e precisa de Joey Santiago.&lt;br /&gt;‘Brother, Sister’ acaba de ser lançado nos EUA. No Myspace da banda já existem amostras do que está no disco novo, sem previsão de lançamento no Brasil. Eles já estão em excursão divulgando o disco – tocaram no Purple Door Festival, dias 18 e 19 de agosto passado, e na semana que vem tocam de graça na Plan 9 Instore, excelente loja de discos de Richmond, Virginia (a cidade cabe no bolso de trás da calça de São Paulo, mas não existe uma loja sequer daqui que chegue perto em qualidade e variedade à Plan 9). O mais triste é que, durante alguns meses que morei lá, só havia show de cantor country e cover do grupo Los Lobos em restaurante mexicano.&lt;br /&gt;Em conversa com a revista Relevant, o baixista Greg Jehanian, que se juntou à banda assim que ‘Catch for us the Foxes’ foi às ruas, assume que o disco é um passo em outra direção. “Não acho que tenha sido uma decisão consciente; apenas aconteceu. Mas fazer este álbum foi um processo extremamente suave e fácil para nós”, o que comprova a tese de uma levada mais arejada e livre de algemas estilisticas. Jehanian aproveita para explicar sobre o conteúdo das letras e a diferença do tratamento de temas como a fé cristã dos integrantes e a vivência de cada um existentes entre o disco anterior e ‘Brother, Sister’: “(antes) era basicamente a gente dizendo ‘este sou eu, este é o meu coração’ e então apenas deixávamos isso com Deus e esperávamos pelas respostas. Para mim, este disco parece mais esperançoso. Não que nosso último disco seja negativo, mas tinha um tipo de honestidade áspera. Acho que em algum grau esse disco tem isso também, mas parece também um pouco mais esperançoso e iluminado, embora ainda continue bem intenso”.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32669957-115912349998901187?l=disco-eterno.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://disco-eterno.blogspot.com/feeds/115912349998901187/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32669957&amp;postID=115912349998901187&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32669957/posts/default/115912349998901187'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32669957/posts/default/115912349998901187'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://disco-eterno.blogspot.com/2006/09/barbas-de-molho.html' title='BARBAS DE MOLHO'/><author><name>Filipe Albuquerque</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10668767456506629901</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32669957.post-115898251685426220</id><published>2006-09-22T20:28:00.000-07:00</published><updated>2006-09-22T20:37:07.793-07:00</updated><title type='text'>SANTA LISERGIA</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/5423/3442/1600/Danielsonfamile.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/5423/3442/320/Danielsonfamile.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;Danielson lança Ships, sétimo disco de carreira marcada por sandices musicais e peças sinfônicas de loucura criativa&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pense no que aconteceria se os Flaming Lips se juntassem a Willy Wonka e seus Umpa-Lumpas, de A Fantástica Fábrica de Chocolate, e substituíssem o conjunto de louvor da igreja batista do seu bairro. Ou se o palhaço Bozo assumisse o cargo de maestro do coral da igreja presbiteriana na esquina da sua rua. É mais ou menos isso o que um norte-americano chamado Daniel Smith faz desde 1995 com sua banda, &lt;a href="http://www.danielson.info"&gt;Danielson Famile&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;Diferentemente da balela do “Família Scolari”, na Copa do Mundo de 2002, o ‘Famile’ neste caso faz todo o sentido; alguns integrantes da banda possuem real grau de parentesco. Tão surreal quanto os sons produzidos pelo grupo e as vestes escolhidas para as apresentações e fotos promocionais está o fato de algo tão criativo e insano partir de cristãos evangélicos; o septeto de New Jersey, que adora se vestir como membros da cruz vermelha, líderados por um rapaz que às vezes usa uma fantasia de árvore, é banda de crente.&lt;br /&gt;Tem algo de anos 60 no som do Danielson Famile. Aquela coisa de sinos, banjos, flautas transversais, trumpetes, vibrafones e outros instrumentos não convencionais disputando espaço com guitarras, baixo e bateria lembra a psicodelia cantada por Jefferson Airplane, Country Joe and the Fish, Third Floor Elevators e até Beatles fase Sgt Peppers. E os coros esganiçados das moças que compoem a banda, somados à voz estranha de Smith, ou Bro.Danielson, lembram aquelas comunidades freaks, onde tudo é colorido e muito louco. Graças aos céus, a banda não se leva nem um pouco a sério.&lt;br /&gt;O conceito Danielson Famile nasceu da mente alucinada de Brother Danielson, como tese de conclusão do curso de artes. Músicas interrompidas por gargalhadas, corais com afinação controversa, apelo pop sem adição de clichês do pop; Danielson faz questão de chutar para bem longe qualquer estereótipo do universo envangélico musical. Em entrevista à revista Uncut, ele afirma não entender “música cristã” como categoria. “Escrevo sobre os altos e baixos, as revelações e desapontamentos e milagres do dia-a-dia e meu relacionamento com meu Criador como meu Pai, e eu como seu filho. Estou completamente fascinado por relacionamentos sobrenaturais neste momento, e os detalhes do dia-a-dia: o Senhor está sempre aqui, em todo lugar, falando baixo e esperando (Ele é tão paciente!) que a gente se acalme e ouça. Assim, Ele pode dizer ‘olá, eu te amo’. Tento escrever sobre este lugar onde o eterno encontra o momento. O que quer que isso signifique”.&lt;br /&gt;Daniel Smith é daqueles que sabe que a vida pode ser muito mais divertida se se meter graça nela. Deixando de lado baboseiras do mundo indie, e nem aí para possíveis teorizações sobre a insanidade produzida no palco e reproduzida em disco, ele é parte de um time seleto de cristãos que entenderam que música pop e entretenimento caminham entrelaçados, e que arte feita por cristãos não precisa ser religiosamente engajada. Contrário à idéia de separar o mercado cristão do segmento fonográfico regular – enfim alguém pensou nisso – Danielson surpreende-se com a idéia de manter-se isolado em um gueto religioso com toques mercantilistas. “Não posso acreditar que Jesus queira estar em um mercado”, diz. “Ele não derrubou as mesas?”, lembra, referindo-se à passagem em que Jesus expulsou os mercadores do templo em Jerusalém.&lt;br /&gt;De mente arejada e convicto de sua fé cristã evangélica, não precisa seguir receitas ou se encaixar em padrões ocos e desprovidos de razão. Ao somar climas lisérgicos a elementos de vanguarda, seu som torna-se inclassificável. O que deixa tudo muito mais divertido e interessante para quem não dá a mínima para rótulos e está atrás do que interessa: música boa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Discografia: A Prayer for Every Hour, 1995; Tell Another Joke at the Ol’Choppin’ Block, 1997; Tri-Danielson!!! (Alpha), 1998; Tri-Danielson!!! (Omega); Fetch the Compass Kids, 2001; Flip Flop Flim Flam, 2001; Ships, 2006.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32669957-115898251685426220?l=disco-eterno.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://disco-eterno.blogspot.com/feeds/115898251685426220/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32669957&amp;postID=115898251685426220&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32669957/posts/default/115898251685426220'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32669957/posts/default/115898251685426220'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://disco-eterno.blogspot.com/2006/09/santa-lisergia.html' title='SANTA LISERGIA'/><author><name>Filipe Albuquerque</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10668767456506629901</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32669957.post-115872452885414635</id><published>2006-09-19T20:48:00.000-07:00</published><updated>2006-09-21T07:01:48.980-07:00</updated><title type='text'>IGREJA E GARAGEM</title><content type='html'>&lt;strong&gt;Duas bandas do independente nacional assumem fé cristã sem se enrolar em clichês do segmento ‘gospel’ &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;(matéria veiculada originalmente no site da &lt;a href="http://www.rockpress.com.br"&gt;Rockpress&lt;/a&gt;)&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Julho de 2006: o Brasil é devastado por mais um escândalo de proporções continentais, envolvendo parlamentares em um esquema inescrupuloso de compra ilícita de ambulâncias. A quadrilha das sanguessugas, que reúne quase uma centena de deputados federais, tem entre seus homens 20 membros da tal bancada evangélica. E o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decidiu não impugnar a candidatura dos envolvidos até o pescoço na lama podre do esquema. Paralelamente a isso, ainda existem cristãos usando setores da igreja evangélica como meros currais eleitoreiros aproveitando o pleito que está bem próximo.&lt;br /&gt;Distante desta realidade, embora não alienados a ela, duas bandas assumidamente cristãs fogem do segmento chamado estupidamente no país de mercado gospel e gritam suas influências do punk, do hardcore e do alternativo para quem quiser ouvir: crentes, não-crentes, ateus, budistas, muçulmanos. Life to Live, de Guarulhos, São Paulo, e Espaçonave, de Niterói, estado do Rio de Janeiro, são dois nomes que hoje revelam uma nova face da música cristã produzida no país.&lt;br /&gt;Pós-adolescentes, os integrantes das duas bandas nasceram ainda nos anos 80, quando o rock independente começou a surgir com mais força, formando sua própria teia, ainda influenciado pelo “faça você mesmo” do punk e seus descendentes. O Life to Live seguiu a estrada do hardcore, filhote acelerado do punk, e hoje soma suas idéias às de nomes de um tal post-hardcore, ou screamohardcore, – o quinteto americano Norma Jean representa bem o novo jeito de fazer hc. O Espaçonave segue rumo ao hardcore melódico – e algo do tão massacrado emo – da estirpe do Sunny Day Real State, Juliana Theory, mas não rejeita os nerds do Weezer, a frieza do Cramberries e até a gauchisse palhaça do Bidê ou Balde.&lt;br /&gt;Espaçonave e Live to Live não são figuras assíduas do gueto “gospel” nacional. Ao contrário, estão muito mais presentes nos buracos e festivais do circuito independente nacional do que em eventos cristãos. “Definitivamente não fazemos parte dessa cena. Tenho até certo desprezo pelas gravadoras cristãs ou gospel nacionais”, dispara Maurício Cordeiro, 21 anos, guitarrista da Espaçonave, quando perguntado sobre esse tal de gospel celebrado por selos evangélicos no País. “É muito interessante para as gravadoras de música gospel manter essa separação, porque eles têm o mundinho deles ali cercado, um mercado enorme que só pode comprar o que eles oferecem, e acredita em tudo o que eles dizem”, reflete. Mesmo sendo cristão convicto, frequentador assíduo da igreja evangélica Comunidade da Aliança, Maurício não sabe ao certo se pode classificar sua banda como cristã. “Essa pergunta é meio existencialista (risos). Depende do que você considera como banda cristã”.&lt;br /&gt;Rafael Moreira, 18 anos, ou Rafinha, baterista da Life to Live e membro da Igreja Metodista Livre, não é tão radical na observação que faz do segmento pop cristão brasileiro. “Sou neutro quanto a isso. Deus age nas pessoas que ouvem bandas e grupos de música gospel”. Mas ele concorda com Maurício quanto ao fato de ser a música de cunho exclusivamente evangélico direcionada apenas para ouvintes cristãos. “Não queremos isso para nós! Gospel é algo do cristão pro cristão, que às vezes atinge pessoas do (meio) ‘secular’”, mais conhecido como não-evangélico. “Nossa intenção é fazer nosso rock 'n' roll, sem uma pretensão direta de evangelismo, porém com atitude”, afirma.&lt;br /&gt;O Espaçonave nasceu em 2003, e o nome da banda não tem nenhum significado ligado à fé cristã dos músicos, todos membros de igrejas evangélicas. O nome da banda tem origem em uma das primeiras músicas feita pela banda. O ep Abrigo (Chain Records) é, até agora, o único registro do quinteto. Maurício é definitivo quanto ao fato de não haver a intenção de transmitir musicalmente nenhum tipo de discurso religioso; para um garoto de apenas 21 anos, estudante de engenharia de telecomunicações, ser sincero talvez seja mais interessante do que adotar postura proselitista. “Falamos do que vivemos, ou tentamos expressar sentimentos pelas imagens que criamos através de algumas letras. Se falamos algo relacionado à devoção, como na letra de 'Abrigo' ou em 'Bem perto', é porque é algo pessoal, não é algo que queremos tipo ‘mostrar para outras pessoas’. São fragmentos das nossas vidas”.&lt;br /&gt;Já Rafael acha a expressão evangelismo (ou evangelização, sendo gramaticalmente exato) um tanto quanto pesada para o tipo de postura que a Life to Live, prestes a lançar “Não Transforme tudo em Caos”, pelo Pride &amp;amp; Conviction Records, adotou. Criada em 2003 e com uma única demo tape, “O Luto e a Segunda Casa”, de 2005, na bagagem, eles caminham lado a lado da Espaçonave quanto aos temas: convicções, vivência, questões do cotidiano de quem acaba de assumir a maioridade de fato, mas ainda não de direito – pelo menos no caso do baterista. “Estamos numa fase de que cantamos o que acreditamos e vivemos, porém sem pretenção nenhuma de convencer alguém através disso. Afinal, quem ouve a música, associa à postura sim, mas ninguém conhece nossos corações e atitudes! Então tentamos, na verdade, mostrar mais nas nossas atitudes do que nas letras da banda. As letras falam sim de uma segunda chance, recomeço, problemas da atualidade sem resolução”, explica. Mas a reflexão que faz sobre o resultado da soma ‘postura + discurso’ é de deixar muito pregador no mínimo coçando o queixo: “fico muito mais feliz se alguém disser ‘vocês são felizes assim, sendo cristãos, sem drogas, sem promiscuidade, sem coisas que outras bandas vivem (sem menosprezá-las) do que se disserem ‘sua letra me fez pensar’”.&lt;br /&gt;De fato, professar a fé cristã evangélica não atua como empecilho para ambos os grupos, uma vez que decidiram não levar sobre si uma espécie de estigma do crente limitado apenas ao seu próprio circuito religioso. Ao abrir mão de discurso proselitista e postura pasteurizada, Espaçonave e Life to Live encontram pista livre para circular tanto no segmento independente nacional e suas infinitas possibilidades, quanto para participações esporádicas em eventos cristãos. Assim, espantam para bem longe qualquer estereótipo religioso, diferentemente do que fazem – ou demonstram fazer – alguns nomes do “gospel” brasileiro. E, cada uma a seu modo, revelam a fé cristã às suas respectivas platéias, sem precisar de penduricalhos ‘espiritualistas’, posições sectárias ou gangues religiosas . Seja qual for a mensagem a ser transmitida, autenticidade e equilíbrio ainda são a melhor dosagem.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32669957-115872452885414635?l=disco-eterno.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='related' href='http://www.rockpress.com.br/modules.php?name=News&amp;file=categories&amp;op=newindex&amp;catid=19' title='IGREJA E GARAGEM'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://disco-eterno.blogspot.com/feeds/115872452885414635/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32669957&amp;postID=115872452885414635&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32669957/posts/default/115872452885414635'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32669957/posts/default/115872452885414635'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://disco-eterno.blogspot.com/2006/09/igreja-e-garagem.html' title='IGREJA E GARAGEM'/><author><name>Filipe Albuquerque</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10668767456506629901</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32669957.post-115812343308669163</id><published>2006-09-12T21:40:00.000-07:00</published><updated>2006-09-13T21:20:21.093-07:00</updated><title type='text'>Série NOISE POP DE CRENTE &gt;&gt;&gt; ANOS 90 (II)</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/5423/3442/1600/MorellasForest1.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/5423/3442/320/MorellasForest1.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;strong&gt;MORELLA’S FOREST: SURRA DE GUITARRA E BELEZA&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Não deve demorar muito pra essa adoração aos 80 se transformar em bajulação ardente aos 90. A década passada viu tanta banda boa desaparecer da mesma forma que surgiu, dando a elas certa áurea cult, que logo a fixação vai pular 10 anos. Enquanto existiu, o Morella’s Forest fez a parte que lhe cabia para transformar os anos 90 em um dos melhores períodos da história do rock independente. Sidney Rentz (voz), Shawn Johnson (guitarra) e os irmãos Christopher e Nate McCorkle (baixo e bateria) surgiram no primeiro ano da década passada. O nome foi retirado de uma das primeiras bandas dos irmãos Jason e Ronnie Martin. Juntos, o quarteto lançou, ainda em 1990, “Morella’s Forest”, pela Narrowpath, o ep “Hang Out” e “Superdeluxe”, ambos de 95, “Ultraphonic Hiss”, no ano seguinte, e “From Dayton with Love”, em 98, todos estes pela &lt;a href="http://www.toothandnail.com"&gt;Tooth and Nail&lt;/a&gt;. Com Sonic Youth e Yo La Tengo nas idéias, e com a voz suave e segura de Sidney (que também fez vozes em alguns discos do &lt;a href="http://www.myspace.com/velour100"&gt;Velour 100&lt;/a&gt;) firmaram o nome entre o segmento de bandas cristãs americanas que não têm medo nem de assumir convicções a cerca da fé tampouco de romper as barreiras religiosas mandando amplificadores e clichês pelos ares. Infelizmente a banda acabou instantes depois do último álbum. Na entrevista a seguir, feita por Nolan Shingley para o site &lt;a href="http://www.opuszine.com"&gt;Opuszine&lt;/a&gt;, durante a edição do &lt;a href="http://www.cornerstonefestival.com"&gt;Cornerstone &lt;/a&gt;de 2000, Shawn faz referência a um ep com cinco canções, que seria lançado de modo independente, não mais pela Tooth and Nail. A menos que tenha recebido divulgação e recepção discretíssimas – e o website ao qual ele se refere parece que não está mais no ar –, o disco nunca saiu do papel.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por Nolan Shingley&lt;br /&gt;A primeira banda cristã que eu vi foi o Morella’s Forest. Durante o show deles, no Cornerstone, passei a acreditar no “rock cristão”. Eles não apareceram em agasalhos esportivos usando mullets e cantando louvor comercial e pasteurizado, associado pela maioria das pessoas à música cristã. Eles surgiram com barulho à Sonic Youth e me impressionaram desde o início.&lt;br /&gt;Tive sorte suficiente de encontrar Shawn Johnson (guitarrista) antes do show e tivemos uma conversa séria sobre glam rock e sobre os filmes do James Bond. Minha visão estereotipada do rock cristão foi destroçada (e destroçada para o bem quando fui ao meu primeiro Cornerstone) ao assistir uma mistura deliciosa de microfonia e distorção semelhante à produzida pelo My Bloody Valentine.&lt;br /&gt;Quatro anos depois, estou sentado com Shawn na edição de 2000 do Cornerstone e conversando com o guitarrista dono de um som extremamente melodioso. Ele ainda se lembra de mim daquele show. A vida é extremamente generosa na maioria das vezes e bandas como Morella’s Forest ajudam a torná-la assim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Nolan: Como está a banda? Vocês tiveram problemas com bateristas... Pode falar um pouco sobre isso?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Shawn:&lt;/strong&gt; Bem, tivemos dois bateristas no passado… desde que Nate deixou a banda, cerca de um ano e meio atrás. Tivemos dois bateristas e isso simplesmente nunca funcionou. Eles não curtiam nosso estilo. Não nos sentíamos bem com aqueles bateristas no Morella’s Forest. Tocamos algumas vezes na igreja do Jesse Sprinkle em Dansville, Nova York, e na última vez que tocamos lá, ele e eu conversamos sobre nossa frustração com bateristas. Então ele disse que poderia tocar conosco. Assim, ficamos realmente empolgados com isso, porque achamos que ele é um baterista excelente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Nolan: Ele vai ser mantido permanente?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Shawn:&lt;/strong&gt; ele tem tocado bastante conosco este ano, então ainda não sabemos. Ele será nosso baterista definitivo pelo menos nos próximos cinco meses ou mais. Acho que estamos procurando por algo definitivo. Não temos o suficiente para entender como isso vai acontecer, sabe, mas o tempo que temos passado juntos nas últimas semanas tem sido sensacional. Estamos realmente empolgados por ter um grande baterista pela primeira vez na banda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Nolan: vocês ainda mantêm contato com Nate? Se sim, como ele está?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Shawn:&lt;/strong&gt; oh sim, ele está tocando no Johnny Q Public. Yeah, eles estão aqui (no Cornerstone). Ainda nos vemos e ele é um grande amigo. Está tudo bem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Nolan: vocês estão trabalhando em material novo atualmente?&lt;br /&gt;Shawn:&lt;/strong&gt; Sim, vamos lançar um EP no final do verão com cinco músicas e será um lançamento independente. Não estamos mais na Tooth and Nail. Vamos lançar também um documentário de 45 minutos sobre a banda. É algo que fizemos em um final de semana. Vai ficar legal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Nolan: você disse que o EP será lançado de modo independente. Como vocês planejam distribuí-lo?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Shawn: pela internet. Será provavelmente o único modo. Vamos lançar pelo nosso website, que é o &lt;a href="http://www.morellasforest.com/"&gt;http://www.morellasforest.com/&lt;/a&gt; ou &lt;a href="http://www.morellasforest.net/"&gt;http://www.morellasforest.net/&lt;/a&gt;. Estarão ‘linkados’ juntos, em um só. Vamos lançar pelo site e talvez colocar também em MP3, apenas para outras vendas, mas agora estamos bem focados em lançar pelo nosso site. Possivelmente poderemos lançar por um selo independente, mas não temos certeza. Ainda estamos discutindo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Nolan: Em quem você pensa para fazer isso?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Shawn:&lt;/strong&gt; adoraria que Scott Hatch lançasse pelo &lt;a href="http://www.burnttoastvinyl.com"&gt;Burnt Toast Vinyl&lt;/a&gt;. Acho ele muito legal. Não sei se ele estaria interessado. Tenho conversado com outras pessoas e talvez seja ele. Estava conversando com ele antes. Creio que seria legal. Não queremos nada que não seja de comum acordo, a menos que seja algo grande e que nos seja interessante. Como agora, estamos livre e queremos que seja assim por enquanto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Nolan: Fale um pouco sobre a excursão que começa em setembro, se você puder.&lt;br /&gt;Shawn:&lt;/strong&gt; Yeah, vamos sair em excursão em setembro, acho que começa dia 3 de setembro. Não sei exatamente qual a data. Vamos sair por mais ou menos dez dias. Acho que vamos começar em Nova York, em Long Island. Não estou certo sobre o roteiro ainda. A Velvet Blue é que está agendando. Jeff Cloud e Dirk, do Stavescre, começaram uma nova empresa de agendamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Nolan: Jeff está fazendo absolutamente tudo atualmente, não?&lt;br /&gt;Shawn:&lt;/strong&gt; Sim. É o foco principal do Dirk, acredito, porque ele trabalha para o Dafton Booking. Agora, ele e Cloud estão montando uma companhia de agendamento juntos. Estamos realmente felizes por isso, porque tenho tido muito trabalho para marcar os shows, e não tenho tempo para fazer isso. É difícil, e sou grato por eles estarem fazendo isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Nolan: que tipo de lugares vocês procuram para tocar? Conheço muitas bandas cristãs que não gostam de tocar em igrejas. Isso é mais pelo alcance da coisa, ou pelo público?&lt;br /&gt;Shawn:&lt;/strong&gt; Bem, acho que muitas bandas não gostam de tocar em igrejas porque a maioria das igrejas não abrem espaço para shows de rock. Você pode soar como lixo em várias delas por causa da acústica e eu penso que muitas bandas, incluindo a gente, tocam mesmo em qualquer lugar. A gente toca em bares, igrejas, clubes cristãos, cafés, sabe, tocamos em qualquer lugar. Gosto mais de clubes, apenas porque as pessoas vão até lá pela música e estão lá pela música. Já em uma igreja, é mais ou menos como... muita gente não vai a igrejas para assistir um show. Eles pensam que é quadrado ou algo do gênero. Mesmo sendo num clube cristão neutro, muitos garotos, incluindo não cristãos, irão até lá. É o que torna esses shows legais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Nolan: Então vocês não estão em excursão agora, mas vocês viajaram seis horas para vir ao Cornerstone e tocar por mais ou menos uma hora. O que leva vocês fazerem essa viagem?&lt;br /&gt;Shawn:&lt;/strong&gt; Bem, há muita gente aqui (risos). É como fazer 40 shows em apenas um. Você tem muita gente e você pode fazer mais em um curto espaço de tempo. Em vez de atravessar o país, eles vêm até você, realmente. Além do mais, o Cornerstone é muito legal se você fica aqui alguns dias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Nolan: Há quantos anos vocês já tocam aqui?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Shawn:&lt;/strong&gt; Acho que cinco. Fomos abençoados por tocar este ano, porque isso não iria acontecer. Um amigo que trabalha no JPUSA teve de cancelar, então nos chamou. Foi realmente muito legal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Nolan: Que teria sido o Blaster, certo?&lt;br /&gt;Shawn:&lt;/strong&gt; Isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Nolan: Ouvi que vocês estariam no palco da Tooth and Nail, assim o incidente (rompimento com a Tooth and Nail) deve ter sido bem recente.&lt;br /&gt;Shawn:&lt;/strong&gt; Sim, foi no início de abril.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Nolan: Vocês se sentem mais livres agora?&lt;br /&gt;Shawn:&lt;/strong&gt; Sempre tivemos liberdade na Tooth and Nail. Ele (Brandon Ebel) nunca censurou nada do que fizemos. Sempre fizemos qualquer coisa que queríamos. Apenas que você não faz dinheiro com seus discos e você escreve a música. É legal ganhar dinheiro com sua própria música. Não posso me queixar dele e não vou rebaixá-lo, porque ele fez muito por nós. Ele colocou o nome dele lá. Sem isso, as pessoas não iriam ao nosso website. Não seríamos capazes de vender nossos discos por nós mesmos. Não posso dizer nada de ruim sobre ele. Foi apenas tempo de seguir por caminhos distintos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Nolan: o que você tem escutado ultimamente?&lt;br /&gt;Shawn:&lt;/strong&gt; tenho escutado Groove Armada, uma banda eletrônica. Tenho ouvido Air, uma banda francesa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Nolan: Banda excelente.&lt;br /&gt;Shawn:&lt;/strong&gt; Sim, adoro Air, cara. Eles são mesmo minha banda eletrônica favorita. O que mais tenho ouvido? Gosto do último disco do Everything But the Girl. Acho que é um grande disco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Nolan: Sim, 'Walking Wounded' é um disco incrível, também.&lt;br /&gt;Shawn:&lt;/strong&gt; O que mais? Estou tentando lembrar o que está no meu CD player.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Nolan:&lt;/strong&gt; &lt;strong&gt;Falando sobre coisas eletrônicas, ouvi que quando vocês ainda estavam com Nate, vocês começaram a usar um pouco de bateria eletrônica.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Shawn:&lt;/strong&gt; Sim, bem, o ep é basicamente todo com samples de bateria eletrônica. Há um pouco de bateria ao vivo que um amigo tocou, mas tem muita bateria eletrônica e coisas do tipo. Todo o ep vai nesse caminho. Não é inteiramente eletrônico. Há mais teclados e isso continua sendo Morella’s Forest, mas há uma pegada diferente para isso. É basicamente um ep upbeat. É todo upbeat, menos uma música. Não é como hard rock, desde que estamos tentando nos afastar de algo pesado. É mais pop. Eu tenho um trabalho paralelo chamado TiMo, no qual Sid canta algumas coisas. É um lance eletrônico que fiz com um amigo. Yeah, tenho feito as coisas do TiMo eletrônicas. Está no MP3.com.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Nolan: Estão preparando algo?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Shawn:&lt;/strong&gt; Vamos ver. Fizemos cinco músicas. As pessoas que foram ao website parecem ter gostado. Parece que realmente curtiram. Vamos produzir mais e ver o que acontece com isso. É mais por diversão, sabe, mas Sid canta em quatro das cinco músicas.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Nolan: bem, vou te dizer, vou te deixar ir porque o One Bad Pig está nos detonando com muito metal.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Shawn:&lt;/strong&gt; OK.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32669957-115812343308669163?l=disco-eterno.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://disco-eterno.blogspot.com/feeds/115812343308669163/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32669957&amp;postID=115812343308669163&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32669957/posts/default/115812343308669163'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32669957/posts/default/115812343308669163'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://disco-eterno.blogspot.com/2006/09/srie-noise-pop-de-crente-anos-90-ii.html' title='Série NOISE POP DE CRENTE &gt;&gt;&gt; ANOS 90 (II)'/><author><name>Filipe Albuquerque</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10668767456506629901</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32669957.post-115777802325534845</id><published>2006-09-08T21:44:00.000-07:00</published><updated>2006-09-08T22:06:49.280-07:00</updated><title type='text'>ENTREVISTA: RONNIE MARTIN [JOY ELECTRIC]</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/5423/3442/1600/joy%20electric%203.0.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/5423/3442/320/joy%20electric%203.0.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;Em 2003, entrevistei &lt;a href="http://www.joyelectric.com"&gt;Ronnie Martin &lt;/a&gt;por email para uma matéria sobre música cristã publicada na revista Eclésia, em alguma edição daquele ano(alguns posts abaixo). Segue abaixo, versão integral.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Muito antes da explosão recente do techno você já estava na músicaeletrônica, utilizando, porém, instrumentos analógicos, e apresentandosonoridade influenciada por ícones dos anos 70 e 80, como Kraftwerk,Softcell, Pet Shop Boys, A Flock of Seagulls e outros nomes do então chamado"technopop". Você se sente responsável, ainda que discretamente, pela ondada atual música eletrônica?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;RONNIE MARTIN:&lt;/strong&gt; Não me sinto responsável, mas tenho trabalhado de maneira consistente com esse som há anos. Na cena cristã foi mais que um impacto mas isso porque somos a única banda a produzir esse tipo de música até agora.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;Na faixa Parlor Inventor é possível encontrar elementos de drum'n'bass emúsica eletrônica contemporânea. De que maneira o "boom" do techno, ocorrido a partir da metade dos anos 90, influenciou o seu trabalho?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;RM:&lt;/strong&gt; Sim, eu acho que tudo pode influenciar, mas em vez de copiar novos estilos procuro aplicar essas influências no estilo que criei. Parlor Inventor tem elementos de drum n’ bass, mas realizados totalmente em sintetizadores analógicos, e por isso tem um toque mais característico do que uma faixa d&amp;amp;b padrão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O cenário da música pop cristã aqui no Brasil é bastante precário. Começou no fim da década de 80, mas ainda hoje o trabalho é quase insignificante. Os grupos evangélicos estão confinados a uma espécie de "gueto cristão", tocando apenas em suas igrejas e sendo conhecido tão somente entre o público jovem dessas comunidades. As gravadoras possuem sistema de distribuição ineficiente e assessoria de comunicação e marketing praticamente não existem. Em resumo, os grupos não apenas não conseguiram "romper" os limites da igreja-instituição, não sendo, portanto, conhecidos no meio não cristão, como também não conseguiram sequer alcançar boa repercussão no universo cristão. De que maneira os grupos e gravadoras nos Estados Unidos trabalharam para romper esse tipo de barreira?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;RM:&lt;/strong&gt; A música cristã alicerçou-se basicamente aqui nos EUA, portanto há uma grande “indústria" cristã na qual todas as bandas e selos podem trabalhar. Sem dúvida na cena cristã há muitas barreiras para bandas como Joy Electric, por isso gostamos de ter um lugar, tanto no mercado geral quanto no mercado cristão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Você acredita na utilização da música pop como instrumento de evangelização? Acredita que essa é uma das funções desenvolvidas por artistas como você?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;RM:&lt;/strong&gt; Acho que depende do artista. Acredito que, para a maioria, o evangelimo na música pop não funcionou porque a maior parte dos artistas cristãos toca somente para cristãos. Para a Joy Electric, acredito que fui chamado para produzir uma integridade criativa que seja digna da fé, independentemente do sucesso comercial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Você começou na música pop com seu irmão, Jason Martin, formando a dupla Dance House Children, na virada dos anos 80 para os 90, certo? Como foi o começo? Quais informações musicais você e seu irmão traziam da adolescência e que fizeram com que chegassem ao som produzido pela DHC?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;RM:&lt;/strong&gt; Para o DHC quisemos criar uma banda de house music para o mercado cristão, porque ninguém ainda tinha feito isso até então, e porque o house estava começando a estourar nos EUA. A Blonde Vinyl Records assinou conosco e gravamos dois discos que não foram tão bem produzidos mas nos possibilitou, a ambos, o conhecimento suficiente para iniciarmos cada um sua própria banda e irmos em frente. As coisas eram difíceis naquela época, mas eu estava determinado, como ainda estou, a fazer o tipo de música que queria. Tenho sido abençoado por poder estar fazendo isso há 12 anos e espero continuar por mais 12...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Após a Dance House Children, vocês seguiram em direções diferentes: enquanto você ficou na dance music, mais precisamente com o "sinthypop", Jason embarcou pelo "shoegazing" inglês, e hoje continua a fazer pop rock. Em que ponto da carreira da dupla vocês perceberam que era hora de seguir em direções distintas?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;RM: &lt;/strong&gt;Foi durante o DHC, que não era exatamente o que amávamos fazer. Ambos fomos muito influenciados pelo New Order, e ainda somos, mas desenvolvemos um interesse em sintetizadores analógicos, o que me trouxe até aqui. Depois do DHC, Jason pegou sua guitarra e decidiu seguir naquela direção. Eu estou muito seguro das canções que escrevo, e é por isso que realmente não posso colaborar com outros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Em entrevista a uma revista norte-americana, você disse ser influenciado por CS Lewis, principalmente na maneira de escrever as letras. Como se dá a influência da literatura cristã nas suas composições? Além de CS Lewis, quais outros escritores cristãos servem como referência para as letras?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;RM:&lt;/strong&gt; Sempre achei que boas letras deveriam ter um tipo de setido literário. Eu simplesmente amo as Crônicas de Nárnia, e sempre tive a idéia de fazer uma música que fosse mais como um romance literário do que uma música pop padrão. Outros autores que gosto de ler são Stephem Lawhead, Hank Nannegraff, Janette Oke, etc..&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;É possível encontrar, em todos os seus discos, referências à sua fé cristã.Porém você separou o maxi-single Children of the Lord e o álbum Christian songs para cantar quase que exclusivamente sobre temas cristãos. O que o levou a gravar estes dois trabalhos desta maneira?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;RM:&lt;/strong&gt; Eu queria gravar um disco que remetesse o ouvinte aos primeiros dias da música cristã, quando os artistas eram bastante ousados, mesmo quando eram questionados sobre a sua fé, como Keith Green e The Altar Boys. Há certas coisas que sempre quis fazer musicalmente e essa é uma delas. A Joy Electric tem a ver com realizar diversos sonhos e objetivos criativos que tive ao longo dos anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Você é ou já foi pressionado por setores da igreja evangélica por não gravar discos com temas exclusivamente cristãos, ou por se apresentar junto de bandas não cristãs? Se sim, como isso aconteceu ou acontece?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;RM:&lt;/strong&gt; Não, isso nunca aconteceu. Creio que sempre tivemos um relacionamento bem equilibrado. O importante é não negar sua fé em Cristo em nada do que você faz na vida. Não somos do mundo, mas a Bíblia nos ensina a não nos alienarmos do mundo. Os cristãos tentam viver isolados, separados, mas não é isto o que a Bíblia nos diz que devemos fazer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Você consegue dividir seu público entre cristãos e não-cristãos? Como é a penetração do seu trabalho entre não-cristãos?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;RM:&lt;/strong&gt; Cristãos e não cristãos compram os nossos discos, e eu não costumo separá-los uns dos outros em minha mente, porque espero que todo mundo tenha a chance de ouvir a nossa música.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Você costuma fazer apresentações tanto em festivais de música cristã quanto em bares e clubes seculares...&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;RM:&lt;/strong&gt; Sim, é isso, eu posso tocar em qualquer lugar, para qualquer pessoa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;De que maneira o público não-cristão recebe o seu trabalho? E os jovens cristãos?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;RM:&lt;/strong&gt; Acho que tanto cristãos como não cristãos apreciam o aspecto artístico do meu trabalho, porque percebem que não faço concessões. O importante, como artista cristão, não deixar que o processo criativo vá por água abaixo porque este tem sido o maior problema no mercado cristão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Aqui, no Brasil, ainda há certa resistência, por parte de alguns segmentosda igreja evangélica, a grupos que se utilizam de música não convencional, ou a um tipo de música entendido pelas igrejas como "não cristão": música eletrônica, rock independente e gêneros semelhantes. Você e outros grupos americanos enfrentam esse tipo de "preconceito"? Como lidam com ele?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;RM:&lt;/strong&gt; Tem havido muito preconceito contra o Joy Electric, porque a música não tem um som muito tradicional. Mas isto está melhorando muito com o o tempo, e acredito que isso seja por causa da nossa longevidade. A maneira como lido com isso é continuar gravando discos, fazendo shows e igonrando a negatividade. Todos têm o direto de ter a própria opinião, mas você precisa dedicar seu tempo à música e às pessoas que gostam do seu trabalho.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32669957-115777802325534845?l=disco-eterno.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://disco-eterno.blogspot.com/feeds/115777802325534845/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32669957&amp;postID=115777802325534845&amp;isPopup=true' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32669957/posts/default/115777802325534845'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32669957/posts/default/115777802325534845'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://disco-eterno.blogspot.com/2006/09/entrevista-ronnie-martin-joy-electric.html' title='ENTREVISTA: RONNIE MARTIN [JOY ELECTRIC]'/><author><name>Filipe Albuquerque</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10668767456506629901</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32669957.post-115751706209094028</id><published>2006-09-05T21:10:00.000-07:00</published><updated>2006-09-05T21:36:05.726-07:00</updated><title type='text'>ENTREVISTA: LIFE TO LIVE</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/5423/3442/1600/LIFE2LIVE.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 185px; CURSOR: hand; HEIGHT: 276px" height="319" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/5423/3442/320/LIFE2LIVE.jpg" width="185" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; VAI GRITAR NA CASA DO TEU PAI&lt;br /&gt;A entrevista abaixo foi feita para uma matéria que vai ao ar em breve no site da &lt;a href="http://www.rockpress.com.br"&gt;Rockpress&lt;/a&gt;. Pensada inicialmente como uma reportagem sobre uma suposta cena hardcore cristã nacional, a matéria mudou para um perfil comportamental de duas bandas cristãs independentes: o &lt;a href="http://www.purevolume.com/life2live"&gt;Life to Live&lt;/a&gt;, de Guarulhos, São Paulo, e o &lt;a href="http://www.myspace.com/espaconave"&gt;Espaçonave&lt;/a&gt;, de Niterói, RJ. Mais interessante do que outra matéria tentando achar fundamento na existência de alguma cena - se é que isso realmente interessa - é destacar as peculiaridades de duas bandas formadas por cristãos convictos, recém saídos da adolescência, e que têm muita coisa interessante pra dizer.&lt;br /&gt;Abaixo, as respostas, em formato bruto, do Rafael Moreira, 18 anos, baterista do Life To Live, em entrevista feita por email. A banda é uma das que integram o cast do selo independente &lt;a href="http://www.prideconviction.com.br"&gt;Pride &amp; Conviction&lt;/a&gt;. A entrevista com Maurício Cordeiro, 21, guitarrista da Espaçonave, vai ao ar em breve.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;HARCORE +/x FÉ CRISTÃ&lt;br /&gt;“O hardcore e a religião são coisas distintas! Porém, nós não nos predemos a religiões! E sim a um Deus concreto, sem regras, sim com condições que acreditamos serem perfeitas e agradaveis de se cumprir. E o lance do "protestantismo" do hardcore é completamente pessoal, visto que algumas das bandas percursoras do hardcore condenam a postura cristãXhardcore, porém outras também pregam seus "supostos" deuses, (cro- mags, shelter) então isso uma incógnita, porém a nossa visão é de que o hardcore/ punk, antes de qualquer coisa é a QUEBRA DE PRECONCEITOS, então falamos nele o que entendemos como verdade”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SIGNIFICADO DE LIFE TO LIVE&lt;br /&gt;“A biblia diz que Deus nos dá a vida e vida em abundancia... Logo: VIDA PARA VIVER! (life to live).&lt;br /&gt;Porém vai da interpretação de cada um o significado do nome”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PRECONCEITO POR PARTE DE CRISTÃOS E NÃO-CRISTÃOS&lt;br /&gt;“Preconceito de cristão para conosco, não! Antes que ele surja nós já nos impomos e mostramos nossa postura! Afastando assim, qualquer tipo de preconceito. Às vezes algumas pessoas não concordam, mas sempre respeitam.&lt;br /&gt;De não cristãos para com a gente, rolam "brincadeirinhas" das quais nós não nos importamos, pois na maioria das vezes vêm de amigos da banda e tals, coisas como: CRENTES MALUCOOOS! No meio de um show, hahaha, isso é aceitável. Pois como disse, sempre vêm de amigos, e mesmo assim, estamos conquistando nosso público e objetivos como banda.&lt;br /&gt;Sempre vai ter alguém pra falar mal, claro, mas "cara a cara" ninguém nunca aparece pra condenar, discordar e querer brigas com isso... E se aparecer, é como eu disse: NÓS, COM A AJUDA DE DEUS TEMOS ALCANÇADO NOSSOS OBJETIVOS MESMO COM PESSOAS SENDO (supostamento) CONTRA”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CONTEÚDO DAS LETRAS&lt;br /&gt;“Eu acho o termo ‘evangelismo’ um pouco pesado. Estamos numa fase de que cantamos o que acreditamos/ vivemos, porém sem pretensão nenhuma de convencer alguém através disso! Afinal, quem ouve a música, associa a postura sim, mas ninguém conhece nossos corações e atitudes! Então tentamos na verdade mostrar mais nas nossas atitudes do que nas letras da banda! As letras da banda falam sim de uma segunda chance, recomeço, problemas da atualidade sem resolução, porém eu fico MUITO mais feliz se alguém disser: VOCÊS SÃO FELIZES ASSIMSENDO CRISTÃOS, SEM DROGAS, SEM PROMISCUIDADE, SEM COISAS QUE OUTRAS BANDAS VIVEM (sem menospreza- las). Do que se disserem: SUA LETRA ME FEZ PENSAR!&lt;br /&gt;Isso é bom também! Atingir com a letra, mas acredito que tudo é um conjunto.&lt;br /&gt;MÚSICA + ATITUDE. Quando as pessoas demonstram interesse por isso, nós vamos la e falamos do que vivemos de uma forma mais firme, e tentamos consolidar as nossas idéias face a face”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;DEFINIÇÃO&lt;br /&gt;“Uma banda com integrantes cristãos.&lt;br /&gt;Sim, uma banda cristã”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A POSTURA SECTÁRIA DO “SEGMENTO GOSPEL” NACIONAL&lt;br /&gt;“Sou neutro quanto a isso! Deus age nas pessoas que ouvem bandas e grupos de "música gospel". Ao passo que não queremos isso para nós! Gospel é algo do cristão pro cristão, que as vezes atinge pessoas do cecular. Nossa intenção é fazer nosso rock 'n' roll, sem uma pretensão direta de evangelismo, porém com atitude”!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;RELAÇÃO COM A IGREJA&lt;br /&gt;“Tocamos em igrejas às vezes, e se nos convidarem para tocar, até no calderão do capeta a gente vai, hahahahaha...&lt;br /&gt;O Léo vocal é da igreja: COMUNIDADE AGAPE. (Projeto 242)&lt;br /&gt;O Maiô (guitarra) e o Alex (baixo) são da MISSÃO MUNDIAL GRAÇA E PAZ.&lt;br /&gt;Eu, Rafa, (batera) Sou da metodista livre.&lt;br /&gt;E o Fábio, guitarra/ vocal, não é de nenhuma igreja fixa, mas esporadicamente visita algumas”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;BANCADA EVANGÉLICA NA MÁFIA DAS SANGUESSUGAS&lt;br /&gt;Ser cristão não significa 'não estar sujeito a erros! E acredito que nenhum ser humano é parametro para outro! Só devemos seguir Jesus. Os outros são tão falhos quanto eu. Quanto você que me entrevista, quanto você que lê isso. Não posso acusa- los diretamente. Quem vai os julgar é Deus! E virá sobre eles um jugo MUITO grande, pois roubam, nos fazem acreditar em mentiras, MUITOS PECADOS LIGADOS DIRETAMENTE À CORRUPÇÃO. Mas o que eu posso fazer? Manda um hiper sermão via e mail? De forma alguma. Conformismo nunca. Mas perder tempo também não. É complicado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;EXISTE CENA HARDCORE CRISTÃ?&lt;br /&gt;“Infelizmente, existe MUITA inveja na suposta cena cristã, muita gente oportunista, falsa, sem informação e outras coisas que não condizem com uma postura de vida cristã, nem mesmo com a postura "punk" de ser.&lt;br /&gt;E também depende de qual o conceito de "cena" de cada um. Eu particularmente não acredito nisso, mas analizando as condições, digo que é algo "possível", mas com pessoas e posturas diferentes das vistas hoje em dia. Não julgamos ninguém, que fique bem claro! Mas precisamos dizer o que vemos”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CRENTE SABE FAZER ROCK?&lt;br /&gt;“Eu dou risada! E digo: OUÇA THE CHARIOT, STRYPER, TERAPON, NORMA JEAN, UNDEROATH, SHOWBREAD, O COMEÇO DA CARREIRA DE ELVIS PRESLEY e me diga se cristão não sabe fazer rock, hahahaha. Caso a pessoa esteje falando sério realmente, eu tento mostrar a ela que temos o mesmo potencial que DANY FILTH (craddle of filth), porém com uma postura diferenciada, e inspirado por outra pessoa, Deus no caso”!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;NÚMERO DE CONCERTOS&lt;br /&gt;“O segredo, hum, penso que isso não é um segredo, é o que sentimos:&lt;br /&gt;SEMPRE QUE FAZEMOS UM SHOW, FALAMOS COM O MÁXIMO DE PESSOAS POSSÍVEIS ANTES DO SHOW! CONVERSAMOS SOBRE DIVERSOS ASSUNTOS, RIMOS COM TODOS, COMEMOS COM AS PESSOAS, ORGANIZADORES, E DEMONSTRAMOS QUE ESTAMOS REALMENTE FELIZES DE ESTAR ALI TOCANDO (afinal, tocar é a melhor coisa que existe)! Após isso, fazemos nosso show, SEMPRE COM A MESMA EMPOLGAÇÃO, afinal, nos indentificamos com o que estamos cantando e tocando (obvio) com isso, a postura de palco surge!&lt;br /&gt;Exemplo: quando chega a hora na musica "o direito se opõe a desgraça", que diz: MAS EU PREFIRO MORRER A ME ENTREGAR, eu, Rafa, sinto vontade de jogar minha bateria pro alto de tanta empolgação! E às vezes faço isso, hahaha.&lt;br /&gt;Não que a postura de palco seja tudo, nós também tentamos fazer músicas legais (pra gente, hahaha).&lt;br /&gt;Mas a base é: SER SEMPRE GRATO PELA OPORTUNIDADE DADA À NOSSA APRESENTAÇÃO E DEMONSTRAR, COM ATITUDES PLAUSIVEIS, ISSO, MANTER UM RELACIONAMENTO FACE A FACE COM A MAIORIA DAS PESSOAS QUE FREQUENTAM NOSSOS SHOWS. E É CLARO: PEDIR A DEUS A CADA DIA QUE ELE MANDE MAIS CONTATOS, POIS O INTERESSE MAIOR NESSA CAUSA É O D'ELE! ESTAMOS LÁ POR ELE, PRA ELE”!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;POST HARDCORE?&lt;br /&gt;“Saetia é uma banda dos anos 90, que nos influenciou bastante, mesmo não sendo o mais puuuro hardcore na linha minor threat (que é bem mais antigo)!&lt;br /&gt;Em novembro sai pela pride&amp;conviction, nosso primeiro CD, intitulado: "NÃO TRANSFORME TUDO EM CAOS". E nele você podera achar alguma influencia clara de saetia!&lt;br /&gt;Fora isso, ouvimos e nos influenciamos: THE CHARIOT, ED MOTTA (muito mesmo), TIM MAIA, CASSIANO, UNDEROATH, THE CLASSIC CRIME E NORMA JEAN.&lt;br /&gt;EM NOVEMBRO, NOSSO PRIMEIRO TRABALHO PROFISSIONAL. MAIS INFORMAÇÕES:&lt;br /&gt;www.prideconviction.com.br&lt;br /&gt;www.fotolog.net/life2livemusic&lt;br /&gt;www.purevolume.com/life2live&lt;br /&gt;No orkut: life to live”.Lembrando que o nosso selo, pride&amp;amp;conviction, não é um selo cristão, só nós e o sangueinocente são bandas cristãs no selo. o burn my eyes não é, nem o one true reason, e nenhuma das outras que estão em negociação com o selo, mas isso ja é com eles! Uhuhuhuh”&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32669957-115751706209094028?l=disco-eterno.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://disco-eterno.blogspot.com/feeds/115751706209094028/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32669957&amp;postID=115751706209094028&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32669957/posts/default/115751706209094028'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32669957/posts/default/115751706209094028'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://disco-eterno.blogspot.com/2006/09/entrevista-life-to-live.html' title='ENTREVISTA: LIFE TO LIVE'/><author><name>Filipe Albuquerque</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10668767456506629901</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32669957.post-115682632316313544</id><published>2006-08-28T21:20:00.000-07:00</published><updated>2006-08-28T21:38:43.180-07:00</updated><title type='text'>MORRISSEY DE CALÇA CURTA</title><content type='html'>&lt;a href="http://vids.myspace.com/index.cfm?fuseaction=vids.individual&amp;videoID=876491919&amp;amp;n=2"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/5423/3442/320/Fine%20China.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Melhor que a criação do My Space, só azeitona sem caroço. Pois está lá  o vídeo do &lt;a href="http://www.myspace.com/finechina"&gt;Fine China&lt;/a&gt;, banda cristã arrebatadora de Phoenix, Arizona, espécie de equipe juvenil dos Smiths com sapecadas de Might Lemon Drops e Psichedelic Furs, tudo dos anos 80. Hoje um trio, Tom Walsh, Rob Withen e Greg Markov são da mesma turma do Starflyer 59, Joy Electric, Pedro the Lion. Já circulou em excursão com estas bandas, e os dois primeiros discos foram produzidos pelos Martin, Jason e Ronnie. Rated-R Movie é aprimeira música do disco mais recente, The Jaws of Life, lançado no final do ano passado pela Common Wall Media. John Sakamoto, do &lt;a href="http://www.eye.net"&gt;eye.net&lt;/a&gt;, classificou “Don’t Frow”, ep que antecedeu “The Jaws of Life”, como o New Order fase “Bizarre Love Triangle” liderado por Roddy Frame, &lt;em&gt;circa&lt;/em&gt; Aztec Camera. É por aí, beibe.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32669957-115682632316313544?l=disco-eterno.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://disco-eterno.blogspot.com/feeds/115682632316313544/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32669957&amp;postID=115682632316313544&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32669957/posts/default/115682632316313544'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32669957/posts/default/115682632316313544'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://disco-eterno.blogspot.com/2006/08/morrissey-de-cala-curta.html' title='MORRISSEY DE CALÇA CURTA'/><author><name>Filipe Albuquerque</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10668767456506629901</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32669957.post-115630901250740743</id><published>2006-08-22T21:54:00.000-07:00</published><updated>2006-08-22T22:06:54.136-07:00</updated><title type='text'>LN É COISA DO PASSADO</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/5423/3442/1600/LN.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/5423/3442/320/LN.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;O grupo americano LN, parte do cast da &lt;a href="http://www.velvetbluemusic.com"&gt;Velvet Blue Music,&lt;/a&gt; dançou. &lt;a href="http://www.myspace.com/garymurray"&gt;Gary Murray&lt;/a&gt;, líder da banda, decidiu passar o ponto e seguir carreira solo. Meses atrás saiu em excursão por algumas cidades dos Estados Unidos ao lado do Map. Atualmente, Murray trabalha no primeiro disco solo, a sair no próximo mês pela Velvet Blue.&lt;br /&gt;Ao todo, foram nove registros, todos pelo selo, de propriedade de Jeff Cloud. No ano passado, a banda lançou um compacto simples em vinil, com uma versão improvável para “Girls just wanna have fun”, da Cindy Lauper, no lado b.&lt;br /&gt;O canto do cisne foi “Dirt Floor Hotel”, também do ano passado, com dez músicas de deixar fã careca de Red House Painters, Mojave 3, Nick Drake, Tindersticks e demais podrões do pop de peruca arrepiada. Destaque para a cacetada lúgubre “If I Could Only Be the Moon”. Daquelas que tocam em rodoviária vazia bem na hora que o seu ônibus surge, pronto pra te levar de novo praquela rotina enfadonha e ordinária que te chuta a cara toda manhã. É mole ou quer molho?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32669957-115630901250740743?l=disco-eterno.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://disco-eterno.blogspot.com/feeds/115630901250740743/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32669957&amp;postID=115630901250740743&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32669957/posts/default/115630901250740743'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32669957/posts/default/115630901250740743'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://disco-eterno.blogspot.com/2006/08/ln-coisa-do-passado.html' title='LN É COISA DO PASSADO'/><author><name>Filipe Albuquerque</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10668767456506629901</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32669957.post-115622394277391308</id><published>2006-08-21T22:07:00.000-07:00</published><updated>2006-08-21T22:23:12.136-07:00</updated><title type='text'>TESTEMUNHO ELECTROPOP</title><content type='html'>&lt;strong&gt;Em 2003, entrevistei o Ronnie Martin, do &lt;a href="http://www.joyelectric.com"&gt;Joy Electric&lt;/a&gt;, pra uma matéria publicada em alguma edição da revista Eclésia. Abaixo, o texto editado, como saiu à época.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O dj novaiorquino Larry Tee é considerado pela crítica musical especializada o inventor do termo electroclash. A expressão serve para classificar bandas que, a partir de 2000, passaram a utilizar o tecnopop – som produzido nos anos 80 – com alguns elementos do techno, a música eletrônica atual. O "novo estilo” se tornou a recente &lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/5423/3442/1600/joyelectric.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 257px; CURSOR: hand; HEIGHT: 196px" height="258" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/5423/3442/320/joyelectric.jpg" width="238" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;grande onda da música jovem moderna, e fez com que artistas e grupos pulassem do ostracismo para as pistas de dança e FMs da Europa e Estados Unidos em um piscar de olhos. O que o dj Tee, bandas e crítica não sabem é que, desde o início da década de 90, um jovem evangélico faz isso com tanto ou mais talento do que todos eles.&lt;br /&gt;Ronnie Martin é o líder do duo cristão Joy Electric, formado em 94, em parceria com Jeff Cloud. A ascensão do cenário electroclash – ou electropop – no início do século 21, seria momento ideal para Martin capitalizar para si as atenções da imprensa musical. Mas ele segue como se nada tivesse acontecido, recusando o termo electro – prefere classificar o som que produz com seus sintetizadores antigos como música pop eletrônica, ou "sinthpop". E, desde o início dos anos 90, vive a gravar bons discos utilizando elementos do tecnopop para falar de sua fé em Jesus Cristo e contar boas histórias.&lt;br /&gt;"Acho que boas letras devem ter um sentido literário", revela, em entrevista à Eclésia, durante uma pausa na turnê de lançamento de seu 13º disco, “The Tick Tock Treasury” (lançado pela &lt;a href="http://www.toothandnail.com"&gt;Tooth and Nail Records&lt;/a&gt;). E declara a influência de escritores cristãos em seu trabalho. "Simplesmente amo as ‘Crônicas de Narnia’", do escritor irlandês C.S Lewis. "Sempre quis fazer uma música que fosse mais como um romance do que como uma canção pop padrão". Outra referência é Janette Oke, autora de alguns best-sellers da ficção cristã, como "Marcadas pela Diferença", e "Uma Mulher chamada Damaris".&lt;br /&gt;Martin e Cloud são o avesso da cultura clubber/electro mundial, que domina a música pop desde os anos 90. Cristãos convictos, utilizam a música para falar da fé no Criador, ao contrário da maioria dos artistas "eletrônicos" que, hedonistas assumidos, preferem temas como as noites em uma danceteria ou viagens regadas a ecstasy (droga cujo princípio ativo é o mesmo do LSD).&lt;br /&gt;É verdade quem nem todos os discos da dupla são compostos apenas por músicas de caráter evangelístico. No entanto, em "Christian Songs", oitavo álbum da dupla, Martin fez questão de cantar sobre vida cristã da primeira à última faixa. Na música "Make my life a prayer", de Melody Green, cantora cristã norte-americana, Martin clama: "faça da minha vida um louvor a Ti". E prossegue em "Children of the Lord: "dia a dia o trabalho de Deus cresce em nós/ com Sua força, Ele move colinas e montanhas/ Nele, seguimos adiante/ somos filhos do Senhor ". "Queria gravar um disco que remetesse o ouvinte aos primeiros dias da música cristã [contemporânea], quando os artistas eram bastante ousados, mesmo quando questionados sobre a sua fé", explica.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Indústria&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;O cenário nos Estados Unidos para bandas evangélicas é bastante promissor. Lá, é possível encontrar artistas cristãos em todos os gêneros musicais, com carreiras sólidas, o que amplia o alcance da mensagem pregada em discos e concertos. Gravadoras e grupos existem aos baldes, satisfazendo jovens cristãos sedentos por música moderna, e atingindo não-cristãos com letras baseadas na Bíblia. "Há uma grande ‘indústria’ cristã na qual todas as bandas e selos podem trabalhar", garante. Mas mesmo inserido em um mercado tão forte e há anos auto-sustentável, ele aponta alguns problemas – e encontra alternativas. "Sem dúvida há, na cena cristã dos EUA, muitas barreiras para bandas como a Joy Electric. Por isso, gostamos de ter lugar tanto no mercado secular quanto no cristão". Um dos problemas, segundo o músico, relacionado ao mercado musical evangélico, é o fato de a banda fazer música pop eletrônica, em vez de se enquadrar em um estereótipo musical cristão.&lt;br /&gt;O discurso de Martin pode parecer um tanto quanto mercantilista. Mas é parte da realidade de um grupo que se apresenta não apenas em igrejas e eventos cristãos, mas também em clubes e festivais seculares, preocupado seguir as orientações das Escrituras quanto ao "pregar o evangelho a toda criatura". Contudo, ele acredita que, às vezes, a tentativa de evangelizar por meio da música pop não é eficaz, "pois a maior parte dos artistas cristãos toca somente para cristãos”, pondera. Assim, sua preocupação em estar também no circuito musical secular se justifica. "Não somos do mundo, mas a Bíblia nos ensina a não nos alienarmos. Os cristãos tentam viver separados, mas não é o que a Bíblia nos ensina a fazer. O importante é nunca negar a fé em Jesus Cristo".&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Pioneiro&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Antes do Joy Electric, Ronnie já estava na dance music. Com o irmão mais novo, Jason Martin, montou a dupla Dance House Children, no fim dos anos 80, com a intenção de injetar "house music" (gênero eletrônico produzido por djs na década de 80 em ritmo de "bate-estaca") no mercado fonográfico cristão norte-americano. "Até então, ninguém ainda havia feito isso, e o house estava começando a estourar nos Estados Unidos", lembra. O duo teve vida curta; apenas três anos e dois discos (um deles intitulado "Jesus"). Os dois trabalhos, segundo ele mesmo reconhece, não foram bem produzidos. Mas garantiu aos irmãos conhecimento suficiente para seguirem carreiras distintas dentro da música pop cristã – Jason Martin montou, em 93, a banda &lt;a href="http://www.myspace.com/starflyer59"&gt;Starflyer 59&lt;/a&gt;, baseada em guitarras pesadas e muita microfonia. "As coisas eram difíceis naquela época, mas eu estava determinado, como ainda estou, a fazer o tipo de música que queria", aponta. Hoje, além do trabalho no Joy Electric, Martin mantém a &lt;a href="http://www.myspace.com/plastiqmusiq"&gt;Plastiq Musiq&lt;/a&gt;, uma pequena gravadora de, é claro, música eletrônica cristã. "Tenho sido abençoado por estar fazendo isso há 12 anos, e espero continuar por mais 12".&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32669957-115622394277391308?l=disco-eterno.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://disco-eterno.blogspot.com/feeds/115622394277391308/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32669957&amp;postID=115622394277391308&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32669957/posts/default/115622394277391308'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32669957/posts/default/115622394277391308'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://disco-eterno.blogspot.com/2006/08/testemunho-electropop.html' title='TESTEMUNHO ELECTROPOP'/><author><name>Filipe Albuquerque</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10668767456506629901</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32669957.post-115595684060259663</id><published>2006-08-18T19:50:00.000-07:00</published><updated>2006-08-18T20:07:20.616-07:00</updated><title type='text'>QUEBRANDO TUDO NO AUTOMÁTICO – DE NOVO</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;Rhino relança "Automatic", do Jesus and Mary Chain, em dual disk&lt;/strong&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/5423/3442/1600/JAMC4.jpg"&gt;&lt;strong&gt; &lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/5423/3442/320/JAMC4.jpg" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;Se a onda revivalista dos anos 80 trouxe uma maré de lixo que já deveria estar devidamente soterrado no aterro do esquecimento, muita coisa boa surgiu com essa encarada gigante no retrovisor. Uma delas é a série de discos excelentes lançados naquela década que receberam novas edições, com tratamento luxuoso e remasterizações arrebatadoras. Pois “Automatic”, terceiro disco do Jesus and Mary Chain, acaba de ser relançado pela &lt;a href="http://www.rhino.com/store/ProductDetail.lasso?Number=73376"&gt;Rhino Records&lt;/a&gt;, em parceria com a WEA.&lt;br /&gt;Eu, que não sou mirim nem nada, não implaco o clichê do crente que só ouve música cristã. Aliás, essa é uma das tantas armadilhas criadas pelos próprios evangélicos e da qual muita gente se orgulha de assumi-la, como um sinal de dignidade ou maturidade espiritual. Do alto dessa arrogância disfarçada de cabresto religioso – ou vice-versa –, deixam de aproveitar maravilhas como “Automatic”.&lt;br /&gt;William e Jim Reid, os irmãos donos da banda, conseguiram misturar de modo próximo do perfeito perfeito baterias eletrônicas às famosas guitarras-motossera consagradas pela dupla. Isso lá em 1989. Não à toa o disco emplacou os hits “Blues for a Gun”,”Her Way of Praying” e “Head on” (que anos depois ganhou versões do Pixies e até da Legião Urbana, no disco “Acústico MTV), com direito a vídeo das três pedradas rolando pelas madrugadas da MTV.&lt;br /&gt;Em uma das comunidades dedicadas à banda no Orkut, surgiu a discussão sobre a qualidade do álbum. Para alguns, “Automatic” é o mais fraco dos discos do JAMC. Numa audição distraída, o álbum pode parecer um tanto quanto linear, quase preguiçoso. Mas audições mais cuidadosas e num volume cada vez mais alto revelam uma coleção de canções que moldam melodias espetaculares numa massa crescente e inacreditável de barulho. Até explodir em “Gimme Hell”, última música da versão em vinil – antepenúltima na primeira versão do cd –, uma trombada de frente entre caminhões-cegonha, de letra nada puritana.&lt;br /&gt;A reedição do cd, em formato dual disk (mídia que contém lados a e b, como o saudoso e em de-novo-em-voga vinil) traz a versão original do álbum no primeiro lado. Na segunda parte, versões em dolby stereo sound e os vídeos das três músicas que receberam versão visual em 1989.&lt;br /&gt;Infelizmente os irmãos ficaram de mau em 99, dez anos depois e “Automatic”. Baixaram as portas com o precioso “Munky”. Jim se dedicou a uma nova banda, o &lt;a href="http://www.myspace.com/freeheat"&gt;Freeheat&lt;/a&gt;, acompanhado pelo ex-parceiro de Jesus and Mary Chain, o guitarrista Ben Lurie. Já o louco do William inventou o tal &lt;a href="www.myspace.com/lazycame"&gt;Lazycame&lt;/a&gt;, gravou três eps e três álbuns, todos com cheiro de uísque barato, e desapareceu.Este ano, ecos distantes da verdade relatavam a volta da dupla, incluindo até uma possível passagem pelo Curitiba Rock Festival. Pena que não passe de boataria. Aliás, foi em 89 que a banda ensurdeceu fãs brasileiros em cinco apresentações, na excursão que promoveu “Automatic”. Ma é agora a hora ideal pra dupla dar os dedos e voltar quebrando tudo, se possível com uma passada cascuda por aqui, como aquela do fim dos 80. Ê limonada.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32669957-115595684060259663?l=disco-eterno.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://disco-eterno.blogspot.com/feeds/115595684060259663/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32669957&amp;postID=115595684060259663&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32669957/posts/default/115595684060259663'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32669957/posts/default/115595684060259663'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://disco-eterno.blogspot.com/2006/08/quebrando-tudo-no-automtico-de-novo.html' title='QUEBRANDO TUDO NO AUTOMÁTICO – DE NOVO'/><author><name>Filipe Albuquerque</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10668767456506629901</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32669957.post-115578838924377810</id><published>2006-08-16T21:11:00.000-07:00</published><updated>2006-08-16T21:19:49.253-07:00</updated><title type='text'>MORDE E ASSOPRA</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/5423/3442/1600/gahal.0.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 194px; CURSOR: hand; HEIGHT: 172px" height="266" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/5423/3442/320/gahal.0.jpg" width="204" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Guitarras monstruosas e ambientações espaciais; receita de cariocas para atormentar ouvidos sensíveis (ui) em EP de estréia&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se você não está a fim de um bom murro no ouvido, passe longe de “Hearing Vibrations”, EP virtual de estréia do trio carioca Gahal. Lançado aos poucos no blog do selo próprio da banda, o &lt;a href="www.holyspacenoise.blogspot.com)"&gt;Holy Space Noise &lt;/a&gt;em 2004, o disco é um salto no vácuo com joelhada nos tímpanos. Tudo sem perder a ternura.&lt;br /&gt;Gahal, que significa aqueles que, dentro da igreja, estão submissos à vontade de Deus, é formado por Ana Viola, Amândio Vaz e Rafael A.L. Juntos ou separados, os três já circulam há tempos pelo submundo do rock independente carioca. Com os dois últimos se dividindo nas guitarras, cabe a Ana controlar computadores para aumentar ainda mais o ruído produzido pela dupla masculina. O resultado está em “Hearing Vibrations”. Segundo definição dos próprios, Gahal não é uma banda. Está mais pra um combo barulhento do que para um conjunto formal.&lt;br /&gt;As canções do EP foram gravadas de maneira caseira. Guitarras plugadas em um computador com o HD prestes a explodir criaram autênticas peças líricas de ruído, como “Stoned Age”, “Spirit Caravan”, “Bright”. Tudo sob influência de nomes consagrados do noisepop universal, safra My Bloody Valentine, Seefeel, Spacemen 3 e adjacências.&lt;br /&gt;Ana, porta-voz da banda e responsável pelos ruídos eletrônicos, revela que o trio já passou por configurações diferentes. Durante período que coincidiu com as gravações de “Hearing Vibrations”, ela assumiu as baquetas após montar um set de bateria semelhante de Moe Tucker, do Velvet Undeground, ou ao utilizado por Bobby Gilespie nos tempos de Jesus and Mary Chain (fase Psichocandy): caixa, surdo e prato de ataque, tudo montado de modo a permiti-la tocar em pé. Mas a fase durou pouco. Hoje ela prefere se esconder atrás de um notebook conectado a um teclado midi. Assim, moduladores virtuais e efeitos eletrônicos podem mandar amplificadores às alturas com um simples toque ou clicar do mouse.Apresentações ao vivo, por enquanto, estão fora de questão. Além da falta de ensaios regulares, Ana revela que o grupo/combo ainda não se sente à vontade para executar suas músicas em um palco.&lt;br /&gt;Além da timidez, de acordo com a moça, há também o medo de errar, e de que as músicas não saiam como estão registradas no disco. Convites para concertos já surgiram. Mas nada capaz de seduzir o trio a mudar de idéia, dar um bico na insegurança e ensurdecer platéias emulando o som de usinas termoelétricas segundos antes de mandar quarteirões pelos ares. Uma pena. O subterrâneo do rock precisa de um pouco de vigor. E botar porões pra voar pode ser uma boa.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32669957-115578838924377810?l=disco-eterno.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://disco-eterno.blogspot.com/feeds/115578838924377810/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32669957&amp;postID=115578838924377810&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32669957/posts/default/115578838924377810'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32669957/posts/default/115578838924377810'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://disco-eterno.blogspot.com/2006/08/morde-e-assopra.html' title='MORDE E ASSOPRA'/><author><name>Filipe Albuquerque</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10668767456506629901</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32669957.post-115560596769427003</id><published>2006-08-14T18:35:00.000-07:00</published><updated>2006-08-14T22:00:19.376-07:00</updated><title type='text'>TIOZÕES DO CHURRASCO</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/5423/3442/1600/stryper.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/5423/3442/320/stryper.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;Calça colada e pança sobrando por cima da cinta; eis o Stryper e seu hard rock empoeirado&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Banda evangélica de metal farofa é igual água de salsicha: ninguém sabe pra que serve. A &lt;a href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/ilustrada/ult90u63370.shtml"&gt;Folha de S.Paulo&lt;/a&gt; de hoje traz uma resenha sobre a apresentação do Stryper no Brasil. O que uma banda de quarentões que se vestem feito o Robertinho do Recife faz no país pela centésima vez? Arre égua.&lt;br /&gt;A matéria da Folha é um primor de clichês, daqueles que brotam feito chuchu na cerca quando o assunto é rock cristão. O jornalista destaca o fato de não haver brigas, nem cigarro ou bebidas alcoólicas sendo vendidas durante o show, no Via Funchal, sábado passado, dia 12.&lt;br /&gt;Ressalta que a banda, de “heavy metal gospel”, transformou o concerto farofeiro num culto, atirando Bíblias para a platéia, e vai às alturas do desconhecimento ao dizer que a banda “rezou” com o público. Alguém precisa avisar aos jornalistas desta terra que quem reza é católico; crente ora. O verbo – literalmente – é outro. Qualquer manual básico de jornalismo manda apurar a informação, e duas ou três perguntas do repórter a alguém da platéia resolveriam o problema. Mas com relação à crentaiada, ninguém se preocupa com isso. Culpa da imprensa e nossa também.&lt;br /&gt;Mas a pergunta é o que esse trem fantasma purpurinado faz no Brasil pela enésima vez? Tanta banda boa pra passar por estes lados e alguém insiste com essa turma que nos anos 80 já pareciam se arrastar ao som desse hard rock engessado e burocrático, safra Poison, Warrant, Motley Crue e outros decadentes do gênero. Já que a música não é o forte dessa turma, os cabelos escovados e os bicos lambuzados de batom servem ao menos pra chamar atenção. Agora só falta alguém dizer que o Bride é a próxima banda a dar as caras em algum festival caça-níquel daqui. Vade retro.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32669957-115560596769427003?l=disco-eterno.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://disco-eterno.blogspot.com/feeds/115560596769427003/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32669957&amp;postID=115560596769427003&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32669957/posts/default/115560596769427003'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32669957/posts/default/115560596769427003'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://disco-eterno.blogspot.com/2006/08/tiozes-do-churrasco.html' title='TIOZÕES DO CHURRASCO'/><author><name>Filipe Albuquerque</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10668767456506629901</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32669957.post-115553186019984074</id><published>2006-08-13T21:59:00.000-07:00</published><updated>2006-08-13T22:07:49.056-07:00</updated><title type='text'>AÇÃO ENTRE IRMÃOS</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/5423/3442/1600/Brosmartin.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 282px; CURSOR: hand; HEIGHT: 185px" height="209" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/5423/3442/320/Brosmartin.jpg" width="287" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;JASON E RONNIE MARTIN REATIVAM PARCERIA EM THE BROTHERS MARTIN&lt;br /&gt;Jason e Ronnie Martin são responsáveis por discos que mudaram o conceito de música cristã contemporânea. Juntos (no final dos anos 80 com algumas bandas-relâmpago, entre elas o duo de house Dance House Children) ou separados, com seus respectivos Starflyer 59 e Joy Electric, entortaram o conceito de canção produzida por evangélicos. Jason com baldes de guitarras e melodias de rachar a alma ao meio; Ronnie com sintetizadores analógicos e bases gravadas em fitas de rolo, aproximaram a música cristã do som independente universal ao dar um belo pontapé em clichês e arquétipos da música evangélica.&lt;br /&gt;Mais de uma década depois do fim da Dance House Children, os irmãos se juntam de novo – temporariamente – no The Brothers Martin. Jason socou a guitarra entre as bases sintetizadas criadas pelo irmão Ronnie, dando cria a “Fears To Remember” e “Money”, que estão no myspace da dupla, &lt;a href="http://www.myspace.com/brosmartin"&gt;www.myspace.com/brosmartin&lt;/a&gt;, e que farão parte do álbum, a ser lançado ainda este ano pela Tooth and Nail. O par de canções é mais ou menos aquilo que se espera dos dois: pop/new wave/electro de qualidade. “Fears” é uma das típicas canções do Joy Electric, com dedilhados de guitarra de Jason e bateria eletrônica. Se estivesse em um disco da dupla Electronic, formada por Bernard Sumner, do New Order, e Johnny Marr, ex-Smiths, ou em algum lado b do Pet Shop Boys, não estaria em lugar errado. “Money” poderia fazer parte de algum ep de tiragem limitada do SF59. As amostras indicam que os irmãos Martin, que já avisaram que não farão concertos para divulgar o disco, continuarão a liderar uma geração de músicos crentes que não vestem a carapuça do patrulhamento religioso e quebram literalmente tudo com cacetadas pop que sacodem cristãos, não-cristãos, céticos, agnósticos...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32669957-115553186019984074?l=disco-eterno.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://disco-eterno.blogspot.com/feeds/115553186019984074/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32669957&amp;postID=115553186019984074&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32669957/posts/default/115553186019984074'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32669957/posts/default/115553186019984074'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://disco-eterno.blogspot.com/2006/08/ao-entre-irmos.html' title='AÇÃO ENTRE IRMÃOS'/><author><name>Filipe Albuquerque</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10668767456506629901</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32669957.post-115553153956942397</id><published>2006-08-13T21:46:00.000-07:00</published><updated>2006-08-13T21:58:59.580-07:00</updated><title type='text'>Série NOISE POP DE CRENTE&gt;&gt;&gt;ANOS 90</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/5423/3442/1600/sf59dd.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/5423/3442/320/sf59dd.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;STARFLYER 59: O BARULHO DA BENÇÃO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Guitarras saturadas já ensurdeciam boa parte da audiência cristã a partir da metade dos anos 80. The Choir, Altar Boys, LSU, Vigilantes of Love e alguns outros nomes já deixavam ouvidos apitando após suas apresentações em festivais cristãos, igrejas e bares espalhados pelos Estados Unidos. Mas foi logo no começo da década de 90 que muito crente americano decidiu disttibuir guitarrada pra todos os lados.&lt;br /&gt;Uma das bandas dessa turma de barulhentos cristãos é o Starflyer 59. O grupo saiu do cérebro obcecado de Jason Martin em 1993, à época um pós-adolescente com algumas bandas no currículo – todas criadas com o irmão Ronnie Martin, hoje líder do Joy Electric. Dance House Children, Morella’s Forest, Two Lads foram bandas que tiveram vida curta e que contaram com Jason e Ronnie como integrantes. Destas, apenas o Dance House Children deixou registros: “Songs and Stories” (1991) e “Jesus” (1992), ambos lançados pelo Blonde Vinyl, selo tocado por Michael Knott (ex-LSU) e Terry Scott Taylor, que também não durou muito tempo.&lt;br /&gt;Jason e o irmão foram criados sob severa orientação cristã. No toca-discos de casa, só música cristã, sob supervisão dos pais. Mas graças a um amigo de colégio, Jason conheceu “The Queen is Dead”, clássico absoluto dos Smiths. A partir daí a vida do moleque virou de ponta-cabeça.&lt;br /&gt;Em 1993, talvez de ressaca das bandas que montou com o irmão e que não deram resultado – a Two Lads chegou perto de lançar um álbum independente; o projeto foi interrompido porque o selo faliu antes do lançamento –, Jason gravou uma demo e, num encontro ocasional, entregou a Brandon Ebel, sócio-fundador da independente Tooth and Nail Records. A fita jogou o micro-empresário na parede, e logo o Starflyer 59 tinha um contrato com o selo.&lt;br /&gt;O resultado saiu ainda em 93. “Silver” é um terremoto de guitarras, microfonia, sussurros e letras quase incompreensíveis. Para alguns da imprensa alternativa americana da época, o álbum era a resposta yankee ao “Loveless”, do My Bloody Valentine. Para outros, a comparação não passa de bobagem para vender fanzine e revista independente.&lt;br /&gt;“Silver” sacudiu as estruturas da música cristã contemporânea. Nunca uma banda auto-intitulada evangélica havia mandado as guitarras às alturas. Era shoegazice demais para a cena pop cristã americana. Mas o disco caiu no gosto do público e da imprensa especializada. E a banda não se viu limitada exclusivamente ao segmento cristão, tanto pela estética conectada à época com o que acontecia na Inglaterra e também nos EUA quanto pela ausência de letras ‘religiosas’ – há referências à fé cristã dos integrantes em “Silver” (no primeiro disco, a banda era Jason Martin, guitarras e voz, e Andrew Larson, baixo), mas nada que torne o álbum inteligível apenas para cristãos experientes.Foi este disco que solidificou a carreira do grupo, que sempre foi a banda de Jason Martin. De 93 até agora, a banda teve diversas formações, e a estética shoegaze ficou no passado; acabou no ep ao vivo e raríssimo “Plugged”, de 96. Até ele, foram “She’s the Queen”, de 95, ep com sobras de “Silver”, “Gold” e o compacto “Le Vainqueur”, ambos do mesmo ano. Em “Americana”, 96, o caminho começa a mudar. A guitarra de Jason continua presente, mas sem tsunamis distorcidos ou murros de feedback. A banda se prepara para colocar “My Island” na rua – marcado para setembro pela eterna Tooth and Nail (assim como todos os demais discos da banda, exceto “Plugged”, da Velvet Blue Music”). As amostras contidas no ep “I Win” revelam que a pegada continua a mesma apresentada a partir de “The Fashion Focus”, de 98: rock mais perto do brit pop, ou algo como uma luta greco-romana de oponentes embolados no tatame entre o Grandaddy e o Echo and the Bunnymen. As guitarras de Jason Martin não são mais as mesmas, mas o bom gosto do rapaz não muda com o passar do tempo. Abençoado seja.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32669957-115553153956942397?l=disco-eterno.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://disco-eterno.blogspot.com/feeds/115553153956942397/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32669957&amp;postID=115553153956942397&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32669957/posts/default/115553153956942397'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32669957/posts/default/115553153956942397'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://disco-eterno.blogspot.com/2006/08/srie-noise-pop-de-crenteanos-90.html' title='Série NOISE POP DE CRENTE&gt;&gt;&gt;ANOS 90'/><author><name>Filipe Albuquerque</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10668767456506629901</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32669957.post-115550151467626767</id><published>2006-08-13T13:37:00.000-07:00</published><updated>2006-08-13T13:54:39.770-07:00</updated><title type='text'>PAU NO WHITE STRIPES</title><content type='html'>Viva Voce lança vídeo de “From the Devil Himself”, de “Get Yr Blood Sucked Out", que sai em setembro&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/5423/3442/1600/vivavoce.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 352px; CURSOR: hand; HEIGHT: 155px; TEXT-ALIGN: center" height="153" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/5423/3442/400/vivavoce.jpg" width="434" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Banda do casal (casado mesmo) Kevin e Anita Robinson, o Viva Voce (expressão italiana que pode ser traduzida porcamente como “pela palavra da boca”) acaba de lançar o vídeo da música “From de Devil Himself”, do terceiro disco, “Get Yr Blood Sucked Out”, programado para o dia 12 de setembro pela Barsuk Records. O vídeo é uma espécie de sátira ao famoso episódio em que John Lennon e Yoko decidiram revelar ao mundo repulsa pela guerra do Vietnã passando oito dias na cama de um hotel no Canadá, em 1969. Aproveitaram a deixa para gravar a música “Give Peace a Chance”, acompanhado de fãs e parte da imprensa que cobria o protesto.&lt;br /&gt;Em “From de Devil Himself”, Kevin e Anita simulam situação semelhante à vivida por John e Yoko. Cercados por imprensa e fãs, recebem em determinada altura do vídeo, a visita do coisa-ruim em chifre e osso. O chicote estrala a partir daí. Confira em &lt;a href="http://www.spin.com/features/heythisisawesome/2006/08/060803_vivavoce/"&gt;http://www.spin.com/features/heythisisawesome/2006/08/060803_vivavoce/&lt;/a&gt;O Viva Voce é um casal de pegada roqueira, guitarras sujas e vocais suaves. Muito melhor que a chatice entojada do White Stripes. Sem as frescuras habituais do “casal” branquelo e azedo, a dupla pode ser descrita como se algum Sonny B alguma coisa, bluseiro da pesada que só aparece em algum armazém abafado de Memphis, plugasse o violão de cordas de aço num Marshall saturado. Ou como se um casal pacato de uma cidade típicamente americana fosse submetido a audições intermináveis de Robert Johnson, Led Zeppelin e college rock americano dos anos 90. A mistura pode ser conferida nos três primeiros álbuns da banda, “Hooray for Now” (1998), “Lovers, lead that way” (2003) e “The Heart Can Melt Your Brain” (2004). Pela amostra deixada na página da banda no Myspace – vide “When Planets Collide” e “We do not fuck around” – a farra das guitarras, sinos, palmas e psicodelia bluesy continua. Ou ié.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32669957-115550151467626767?l=disco-eterno.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://disco-eterno.blogspot.com/feeds/115550151467626767/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32669957&amp;postID=115550151467626767&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32669957/posts/default/115550151467626767'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32669957/posts/default/115550151467626767'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://disco-eterno.blogspot.com/2006/08/pau-no-white-stripes.html' title='PAU NO WHITE STRIPES'/><author><name>Filipe Albuquerque</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10668767456506629901</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32669957.post-115549604131238572</id><published>2006-08-13T12:03:00.000-07:00</published><updated>2006-08-13T12:07:21.326-07:00</updated><title type='text'>UNWED SAILOR</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/5423/3442/1600/unwed%20sailor1.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/5423/3442/200/unwed%20sailor1.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Unwed Sailor não é uma banda conhecida no circuito independente dos Estados Unidos apenas por ser pioneira em viajar pelas tormentas ácidas do pós-rock majoritariamente instrumental. O grupo é destaque também por ser fruto da mente criativa de Johnathon Ford, baixista da Roadside Monument, um dos principais nomes do hardcore cristão dos anos 90.&lt;br /&gt;Ford deu início ao trabalho em 1998 em Seattle, sua terra natal. Ao lado de parceiros de circuito independente, compôs uma série de músicas que entendeu não estar em linha com o repertório da Roadside. O resultado apareceu em “The Marionette and the Music Box”, lançado em 2003 pelo selo independente Burnt Toast Vinyl.&lt;br /&gt;Enquanto esteve ocupado com a excursão da banda, Ford preparou não apenas um, mas três discos. “The White Ox”, produzido por Dan Burton, do Early Day Miners, é prometido para o próximo verão americano; o ep “Circles” vem em seguida a “The White...”, e ainda este ano, Ford solta “Little Wars”. HM Magazine encontrou o músico na volta de algumas apresentações pelos Estados Unidos, nas quais teve a companhia de Rosie Thomas.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Por Doug Giesbrecht, da HM Magazine&lt;/strong&gt; (www.hmmagazine.com)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;São praticamente três anos desde seu primeiro e até então último disco, e agora você surge com três álbuns ao mesmo tempo, para este ano. Pode falar um pouco sobre os três trabalhos? Me parece que sua música está muito mais ‘ambient’ do que no passado...&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;“Circles” é um disco ‘ambient’. Originalmente, seria parte de “The White Ox”, mas senti que era tão gigantesco e único que eu deveria lançá-lo por si só. “The White Ox” é um disco muito meloso... hipnótico e relativamente dark. Tem alguns elementos de ‘ambient’ também. “Little Wars” é mais um disco de rock... mais ‘upbeat’, mais cheio, coeso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Quando conversamos anteriormente, você fez menção aos vocais em algumas das músicas novas. É uma nova direção?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Sim, o disco novo (The White Ox) terá algumas faixas com vocal. Dan Burton me empurrou nessa direção neste disco novo. É algo que eu queria experimentar. Dan também cantou comigo no disco. Acho que nossas vozes vão bem juntas. As letras estão bem místicas, de outro mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Qual o processo de composição no Unwed Sailor?&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Unwed Sailor é definitivamente um trabalho de colaboração. Posso dizer que sou o funil ou o sifão de todas as idéias que chegam. Se outras pessoas surgem com idéias, eu coloco o toque final do Unwed Sailor. Gosto de formar grupos diferentes e deixar a música acontecer, deixar ir onde ela deve ir. A maiorias das músicas do Unwed são escritas no estúdio. Acredito realmente que as pessoas com as quais trabalho, gente como Dan, do Early Days Miners, Matt Depper e Matt Putman, da banda Snailhuntr, me sacodem com suas idéias, e estou aberto para qualquer coisa que eles queiram trazer para o trabalho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Depois de ter a sua própria banda por tanto tempo, você ainda é influenciado por outros artistas?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Sou definitivamente influenciado por outros artistas. Brian Eno, The Blue Nile, Daniel Lanois, New Order etc.. São artistas que verdadeiramente me movem e me inspiram a fazer música.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Depois de quase dez anos com a banda, quais os planos a longo prazo para o Unwed Sailor?&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Não consigo me imaginar mais sem fazer música. Meus planos são fazer música tanto quanto eu conseguir, seja com o Unwed Sailor ou em qualquer outra banda na qual estiver envolvido no futuro. Realmente curto fazer música instrumental. Sinto como se fosse algo natural para mim. Ficaria honrado se fôssemos respeitados como uma das bandas pioneiras no gênero.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32669957-115549604131238572?l=disco-eterno.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://disco-eterno.blogspot.com/feeds/115549604131238572/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32669957&amp;postID=115549604131238572&amp;isPopup=true' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32669957/posts/default/115549604131238572'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32669957/posts/default/115549604131238572'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://disco-eterno.blogspot.com/2006/08/unwed-sailor.html' title='UNWED SAILOR'/><author><name>Filipe Albuquerque</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10668767456506629901</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
